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Entrevistas feitas pela Câmara discute a atuação dos deputados na última legislatura January 29, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : entrevistas, política , add a comment

‘Na série de entrevistas com líderes e vice-líderes partidários sobre a atuação da Câmara na legislatura que se encerra nesta semana, conheça aqui a avaliação do líder do PMDB na Câmara, deputado Wilson Santiago (PB). Ele defende a necessidade de limitar o número de partidos políticos, que, a seu ver, é exagerado. Para ele, a queda da cláusula de barreira, considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é mais um motivo para se agilizar a reforma política. “A democracia precisa de partidos políticos fortes, de representantes com posicionamentos firmes e com interesse de contribuir para o bem-estar do País e da sociedade brasileira”, afirmou o deputado. Ele também abordou temas como o trabalho das comissões parlamentares de inquérito, a posição do PMDB no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nepotismo.

Texto publicado na Agência Câmara. O acesso a essa e a outras entrevistas da série no mesmo endereço.

“A modernidade quis organizar a agonia”

Posted by Ezequiel Vieira in : entrevistas, indicações, política , add a comment

Uma continuidade à postagem anterior

O caderno Ilustrada da edição de sábado da Folha publicou uma entrevista com Luiz Felipe Pondé sobre o lançamento de seu livro “Do Pensamento no Deserto”. A abertura da entrevista traz que a publicação trata-se de uma análise sobre a disputa “entre pensamento conservador e a modernidade, entendida como a crença na promessa de que a razão humana, de que a ciência, daria conta da realidade e seria capaz de reformar a vida e a sociedade, visando à melhoria do homem.”

De minha parte acrescento o primarismo na crença da promessa de que a política, em sentido estrito, seja capaz de atender à exigência de clareza e coesão que sempre buscamos.

O autor, que é professor do Departamento de Teologia da PUC-SP e da Faculdade de Comunicação da Faap, acredita que a modernidade é a utopia de que a gente seja capaz de organizar a agonia. Para ele, o ser humano não pode fugir daquilo que o fundamenta, agonia e incertezas. Pondé arremata dizendo que “O ser humano não é alguma coisa que tenha solução”.

Pra falar de verdades, acredito que o dito verdadeiro tenha que necessariamente tangenciar o pensamento de Camus quando escreve

Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?. Camus - O Mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo

“A política substituiu o mito e a religião na modernidade” January 28, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : entrevistas, política, ufes , 4 comments

A minha sorte é que o salão de doação da biblioteca da Ufes é pouco visitado. E das visitas que recebem poucos sabem que algumas obras podem ser levadas pra casa. Não é empréstimo. Viu. Gostou. Levou. Dia desses encontrei um caderno de debates da Associação de Magistrados do Rio onde havia uma entrevista com Muniz Sodré.

Fiquei satisfeito quando notei que o hermertismo dos livros dele parece não se repetir em suas entrevistas. Pra variar, se analisou a política atual e uma das conclusões foi a de que muito da corrupção se deve a falta de representatividade das massas na política - mas ainda prefiro acreditar que a decepção que sempre é ouvida não é porque a representatividade diminuiu, como se em algum tempo mítico e ideal ela houvesse existido de forma satisfatória.

O mesmo Sodré acredita que a política passou a ter que responder por aquilo que antes seria buscado no mito e na religião. Como não se encontra abrigo esperado a decepção é certa. Simples, não?…

Enfim, segue um trecho da entrevista

A política deixou de ser expressão das grandes discussões?

A política não é mais o lugar de escuta de grandes razões, de grandes causas. A política se tornou um lugar de circulação de imagens, de circulação de aparências e, de certo modo, está-se votando na aparência dela. No caso da Jandira, é a aparência da integridade, aquela coisa forte que é ser mãe. Ter filho é uma das grandes causas das mulheres e dos homens também.

Então é isso, a política se tornou um lugar de aparências, fortes e fracas. Por esse motivo é preciso estar atento a essa transformação, a essa mutação da política, bastante distanciada daquilo que nós estamos chamando de ética. Assim sendo, essa falta de ética corrói a representatividade, que é o que lastreava classicamente a política: a representatividade e a liberal. Porque a política substituiu o mito e a religião na modernidade, quando passa a ser o lugar das esperanças terrenas - porque antes do advento da grande política, da política liberal, você tinha esperanças que eram alimentadas pela religião. Se você se comporta bem, não perde muito. Tenha seus filhos! Trabalhe! Mas não peque muito, porque morrendo, você vai ter uma vida melhor lá no reino dos céus, sua esperança de além-túmulo. (more…)

Política para Políticos entrevista governadores January 2, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : entrevistas, política , add a comment

O Política para Políticos começou hoje uma série especial onde faz entrevistas com todos os 27 governadores que tomaram posse ontem. Todos os dias duas novas entrevistas vão ser exibidas. Os primeiros da lista foram o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o de Pernambuco, Eduardo Campos.

O questionário contém 10 perguntas básicas e também poderá ser visto por uma interface onde será possível fazer um comparativo entre aquilo que foi respondido.

Entrevistas de 2006 do Atina Chile December 28, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : entrevistas, mundo afora, política , add a comment

O Atina Chile organizou em uma postagem aquelas que considera as melhores entrevistas feitas em 2006. Destaque para a entrevista feita com Marcelo Trivelli que recebe a seguinte chamada: “Somos resentidos, amargados y le tenemos miedo al fracaso”.

Lá pelas tantas é questionado sobre qual momento vivem os partidos políticos chilenos. A resposta de Triveli, mesmo tendo como parâmetro o Chile, mais parece um comentário sobre os partidos do Brasil

Yo creo que en general están complicados por dos cosas. Uno porque se han quedado atrás, están en otra época y dos, porque esa pérdida de sintonía con la ciudadanía se hace más evidente por las decisiones que ha tomado la Presidenta. Esa es una discusión antigua, que tenerla a estas alturas, en el 2006, a mi me da vergüenza. Me da vergüenza porque están absolutamente fuera de sintonía con la ciudadanía, entonces la gente está pidiendo participación, está pidiendo democracia, está pidiendo libertad y los señores que ostentan y se reparten el poder a veces uno, a veces el otro, dicen “no, este club somos nosotros pocos”. Hay ciudadanos de primera y de segunda en los partidos políticos hoy día.

Sem fatalismos, mas a qual momento histórico a gente pode se referir pra afirmar que a política, hoje, perdeu seu vínculo, ou compromisso, com a cidadania?

Enfim, a entrevista como um todo não deixa de ser boa e vale a pena se arriscar no portunhol!