A internet desafia legitimidades, aponta Castells January 7, 2008
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O espanhol ElPaís publicou no domingo uma entrevista com Manuel Castells. Fazer algum tipo de pesquisa sem ter CASTELLS, Manuel nas referências bibliográficas é bem difícil.
Ontem mesmo terminei de fazer um resumo do capítulo dois do primeiro livro de sua trilogia A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura. O capítulo trata exatamente sobre as origens, o contexto e as especificidades do desenvolvimento da economia informacional - economia essa que pretendo entender até que ponto está em interfeface com o que a Vale é hoje.
Algumas reafirmações de Castells na entrevista:
- A internet é um instrumento de liberdade e de autonomia. A sociedade, especialmente o poder, tem medo da dela, pois sempre se basearia no controle das pessoas mediante o uso e controle da informação e da comunicação. Mas isso agora se acaba. Não se pode controlar a internet.
Usted utiliza Internet, y sus hijos, también; pero resulta más interesante creer que está lleno de terroristas, de pornografía… Pensar que es un factor de alienación resulta más interesante que decir: Internet es la extensión de su vida. Si usted es sociable, será más sociable; si no lo es, Internet le ayudará un poquito, pero no mucho. Los medios son en cierto modo la expresión de lo que piensa la sociedad: la cuestión es por qué la sociedad piensa eso.
- Estamos globalizados. Isso quer dizer que o dinheiro está num fluxo global que não controlamos, que as populações se percebem submetidas a intensas ondas de migração de modo que é cada vez mais difícil fazer com que as pessoas fiquem circunscritas a uma única fronteira cultural ou territorial.
Imagem: Intermezzo
“Temos muitas possibilidades, mas pouca vontade de agir” September 25, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : e-gov, economia, entrevistas, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, tecnologia , 9 comments[Seminário A Constituição do Comum - blog] As palestras da parte da manhã devem ter acabado agora. Talvez, por essa última edição do seminário ter menos dias, dois a menos do de Vitória, por exemplo, se tem vários temas para serem colacados na mesa já no primeiro dia de evento. A programação tá lá no site do Ministério da Cultura - novas tecnologias de comunicação e informação, economia do conhecimento, políticas de comunicação e informação e inclusão digital.
Mas muita calma nessa hora. As discussões apresentadas nas mesas desta e das outras três edições do seminário serão publicadas em livro e na revista Global/Brasil. Assim talvez seja mais fácil digerir, com rabiscos, anotações e leituras mais pausadas, as idéias apresentadas que, só aqui em Vitória, contou com 30 palestrantes.
Em horários diferentes, dois professores daqui da Ufes, Fábio Malini, pela manhã, e José Antonio Martinuzzo, pela tarde, participam hoje como palestrantes.
Essa mini-entrevista foi feita por email com Martinuzzo ainda no sábado. De tudo o que foi programado para esse primeiro dia, ele vai palestrar sobre políticas de informação e comunicação com enfoque para o e-gov: (more…)
A história de que Jó foi paciente é mito July 9, 2007
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O caderno Eu & Cia do Valor Econômico deste final de semana publicou uma entrevista com Antonio Negri (foto). O assunto foi sobre o mais novo ensaio que o filósofo e cientista político italiano publica - “Jó, a Força do Escravo“.
Uma afirmativa do senso comum que Negri combate é aquela que recomenda ou ecoa ”a paciência de Jó“. O que na verdade é bem mais fácil de questionar do que se imagina - basta uma leitura mesmo que superficial do livro de Jó no antigo testamento.
O que Negri traz de provocação, pela análise que fez do comportamento de Jó, é que não se deve buscar uma causa misteriosa ou surreal para a dor mas sim “identificar a origem do mal e enfrentá-lo. O mal, então, deixa de ser um mistério, deixa de ser uma ameaça difusa, e toma uma forma”. Não por acaso, Paulo Coelho foi citado na entrevista.
Eis a entrevista completa: (more…)
“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul May 25, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : capitalismo cognitivo, comunicação, economia, entrevistas, eventos/debates, política, sociedade midiatizada , 3 comments[Seminário A Constituição do Comum - blog]
- por Juliana Farias e Thaís Paoliello para o blog O Comum
Cheguei atrasado nas palestras de ontem pela manhã por que acreditava que o tema tinha um “quê” de chatisse - Criação de ativos imateriais e desenvolvimento das cidades. Então vem a Juliana, com seu jeito bem empolgado, e fala que perdi uma das melhores apresentações.
De fato. Esse relato me convenceu. Eis a reportagem que ela fez em parceria com Thaís Paoliello. Também tem essa entrevista feita por Juliana Tinoco e Eduardo Valente
A globalização, a identidade, a marca e o papel da comunicação na nova relação de trabalho e consumo, característicos do capitalismo cognitivo, foram alguns dos temas discutidos nas entrevistas com Yann Moulier e o Antoine Rebiscoul.
No cenário de produção colaborativa, socializada e difusa no capitalismo imaterial, as novas relações de trabalho e a importância da atuação dos setores de comunicação passam a ser reavaliadas e questionadas .
Neste contexto, Yann repensa o papel da esquerda na mobilização social
“As proposições de esquerda foram marginalizadas, após a mudança do capitalismo industrial. Os programas de socialismo são fracos. Hoje, ninguém vai dizer que a solução é nacionalizar a indústria. A esquerda tem que aprender a ter uma proposta a altura do desafio. Além de ter a preocupação em se adaptar a esta relação capitalista atual”.

Outro ponto de debate foi a ruptura de paradigmas impostos pelo capitalismo industrial em que somente os países desenvolvidos teriam por direito o acesso aos artigos de luxo. Yann destaca um exemplo interessante acerca do consumo de celulares. “Após a globalização, os aparelhos que circulam na Europa são os mesmos que chegam nas lojas do Brasil e países sub-desenvolvidos. Antes, estes países estavam fadados a ter celulares com poucos recursos”.
Identidade
Quando o assunto é o conceito de identidade, Yann Moulier aponta o possível mascaramento das pessoas por meio do nacionalismo, ou seja, uma tentativa de preservar a cultura local e combater ao internacionalismo cultural, o que vai de encontro ao intercâmbio proposto pela globalização.
“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças. Por exemplo, o Ipod é apenas um dispositivo vazio. Quem define o que ele será é o usúario quando insere suas músicas (discoteca) e o personaliza”, disse Antoine Rebiscoul.
O papel da Comunicação

Antes, o processo de produção era a fabricação de produtos e, depois que estes estivessem prontos, se pensava a estratégia de atuação no mercado. No entanto, Antoine ressalta que atualmente as empresas criam conceitos e os incorporam na forma de produtos. Assim, o departamento de comunicação das companhias, anteriormente secundário, passa a concentrar uma maior responsabilidade. Logo, a grade curricular de comunicação tem que reavaliar a sua forma de ensino. Rebiscoul destaca também a importância de se pensar numa graduação mais integrada, antenada ao contexto de economia, administração e finanças.
- Acesse a todos os posts sobre o seminário publicados por aqui.
“A televisão é controle de subjetividade”, diz filósofo May 24, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, economia, entrevistas, internet, mundo afora, política, sociedade midiatizada, televisão , 1 comment so far[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Vamos de entrevista. Não peguei as anotações de Juliana sobre a fala em francês de Lazzarato, mas ela fez uma entrevista com ele para o blog O Comum.
Eis o resultado (more…)



