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Novas formas de produtividade no “Comunismo das Redes” January 24, 2008

Posted by Ezequiel Vieira in : "Jornalismo Cidadão", Jornalismo e Internet, blogs, capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, copyleft, economia, inclusão digital, indicações, política, redes, tecnologia, ufes, web 2.0 , 1 comment so far

Os atuais estatutos de trabalho estão cada vez mais precarizados. 

Em março passado o professor de jornalismo digital daqui da Ufes, Fábio Malini, defendeu sua tese de doutorado na Federal do Rio de Janeiro - O Comunismo das Redes. Sistema midiático p2p, colaboração em rede e novas políticas  de comunicação na Internet (pdf).

A defesa fundamental da tese vem de uma citação de Derrick de Kerckhove para quem a luta política hoje não se fará entre entre direita e esquerda, mas entre quem vê televisão sem uma resposta e quem adere a Net com uma informação muito mais completa e que todos podem gerir e alimentar.

Acesse mais na postagem “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”. Eis um trecho

A empresa, e não mais a fábrica, se moderniza e se modifica em uma dinâmica de redes. Se a questão do trabalho assalariado não é mais mecanismo fundamental de integração social, Cocco destaca que temos de pensar então esse mesmo elemento como ponto de partida para que uma lógica de inclusão se estabeleça. “A cidadania não é mais o resultado a ser alcançado, mas o ponto de partida para que o comum se constitua e haja na sociedade uma mobilização produtiva”.

O que fazer? A democratização para o crescimento e o crescimento para algo

A constituição da cidadania seria a condição pressuposta para uma política econômica que, digamos assim, esteja de acordo com a lógica de produtividade de riqueza hoje. Isso parte da constatação, um tanto óbvia a partir da discussão feita no seminário, de que “desenvolvimento econômico que não debater a nova economia, que se pauta pela produção imaterial, não pode ser chamado de desenvolvimento econômico.”

Fórum de comunicação na Ufes com cobertura wiki November 27, 2007

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A edição do Foco desse ano vem com uma novidade: no lugar de ser criado mais um blog para relatar o que rolou pelas palestras, essa 5ª edição terá uma cobertura wiki.

A surpresa veio quando foi colocada em votação a eliminação do verbete da wikipedia “Página de propaganda de um forum de uma universidade. Não diz de maneira sobre o que o fórum trata. Uso da wiki para propaganda“. O resultado da votação sai no dia três de dezembro. Por lá, o organizador do evento, Fábio Malini, apela para o óbvio:

Não sei quem deliberou que se trata de propaganda de evento. Ao contrário, é um projeto de registro de memória de acontecimento anual da universidade pública no Espírito Santo/Brasil. Um fato com notícias e informações, tal como existe aqui: cobertura do acidente da TAm em São Paulo, Copa do Mundo etc. Estão envolvidos na produção desse verbete mais de 20 colaboradores, que são estudantes de jornalismo, que, em vez de estarem a trabalhar numa mídia proprietária, estão construindo esse ambiente cooperativo.

Por ora, sigo com minhas anotações. Assim que arrumar um tempinho, publico por aqui as minhas impressões do que acompanhei.

Seminário debate conflitos na produção de comunicação e cultura September 18, 2007

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Depois de passar por Vitória, Rio e Salvador, o seminário “A Constituição do Comum” chega ao Pará para a última edição. Acontece em Belém, nos dias 25, 26 e 27 de setembro, o IV Seminário “A Constituição do Comum: Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo”.

O objetivo é refletir sobre diversos processos culturais, discutindo o lugar da Comunicação e da Cultura no capitalismo cognitivo.

  • O seminário acontece no auditório da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA). Av. Almirante Barroso (foto), 426, Marco-Belém.

O evento é de curadoria do cientista político Giuseppe Cocco e da diretora da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, Ivana Bentes.

Fui em algumas palestras da edição daqui de Vitória e o resultado foram as postagens que seguem.

21/05 - “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 - Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 - “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 - “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 - “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 - “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 - Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

12/06 - A produção do imaterial na cidade

O evento também contou com a cobertura em blog do pessoal do 4º período de jornalismo online daqui da Ufes. As apresentações que aconteceram no Rio tiveram transmissão ao vivo pela internet e podem ser acessadas pelo site da UFRJ.

Mais informações podem ser acessadas no site do Ministério da Cultura.

Presidente do Equador se lança na web 2.0 September 15, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : cibercultura, comunicação, mundo afora, política, web 2.0 , 1 comment so far

O presidente do Equador, Rafael Correa, lançou na rede um site um pouco mais interativo e não sei o porquê mas o espaço vem recebendo a alcunha de blog.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=s1lsxOnJgp4]

Nele fica claro o conhecimento dos suportes e ferramentas web 2.0. Correa fala com desenvoltura sobre democratização da informação, redes sociais e de liberdade de produção e divulgação de informações “por encima de medios masivos tradicionales usando medios más participativos, como es el internet. ”

No site do presidente, ainda me falta saber se o país tem e-gov e que tipo de uso faz, se tem em destaque a intenção de “¡Todos a construir la Asamblea Constituyente por Internet! “. Entre os desafios de Correa pra construir essa, digamos, nova ágora, vai ser ampliar esse uso potencialmente subversivo e de radicalização democrática para além dos atuais 1.2% da população que são usuários de internet no país, segundo indica o site Internet World Stats.

Isso significa que de um total de mais de 13.7 milhões de equatorianos, pouco mais de 165 mil são usuários da rede.

Pelo Brasil, mesmo com o alcance ainda restrito, a coisa muda um bocado. Até meados de 2006, eram 25.9 milhões de usuários de internet, com um índice total de 14.1% da população. Esse pequeno percentual já era o bastante para o Brasil representar 46.6% dos internautas na América do Sul.

  • Para mais informações sobre a internet no Brasil, acesse o estudo publicado pelo IBGE “Acesso à Internet e posse de telefoen móvel celular para uso pessoal”.

Via ALT1040

Acesse também

02/07 - A virtualidade da comunicação horizontal. A descentralização da produção

10/07 - Práticas de e-gov confundem promoção de cidadania com prestação de serviços

29/06 - Internet. Mídia de multidão e de controle. Essa tecnologia é uma de muitas que proporcionam uma grande capacidade de acesso a informações e isso pode se tornar em um grande pesadelo “si alguien la utiliza con fines de espionaje.”

22/07 - A cooperação como elemento constituinte das redes sociais

11/07 - Livro problematiza redes P2P e propriedade intelectual

Acidente da TAM e a informação produzida por pessoas comuns July 18, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : cibercultura, cotidiano, jornalismo, web 2.0 , 1 comment so far

11h50 - Soube da notícia do acidente com o avião do TAM e fui tentar confirmar o relato do blog Código Aberto de que “O tiroteio na Virginia Tech muda rumos da cobertura jornalística de grandes eventos na era da internet”.

Usando câmeras digitais, laptops, telefones celulares, blogs, podcastas, videoblogs, chats e toda a parafernália contemporânea de comunicação, as testemunhas da tragédia começaram a divulgar informações mesmo antes do segundo e mais mortal tiroteio, quando a imprensa ainda não havia acordado para o fato. A Wikipédia foi apenas uma amostra do emaranhado de fluxos informativos que se formaram autonomamente, sem controle centralizado, quase uma anarquia organizada. Houve um momento, no quarto dia depois da tragédia, que a enciclopédia virtual correu o risco de se transformar o seu material sobre a Virginia Tech num mega tributo às vítimas, tal o volume de informações que começaram a ser postadas sobre os mortos e feridos.

Também tem esse post no mesmo blog “Usuários publicam cada vez mais na web e começam a mudar padrões informativos”.

De fato. Hoje pela manhã o Primeiro Jornal da Band e o Hoje em Dia da Record já traziam gravações e imagens feitas por pessoas que teriam testemunhado o acidente. No Jornal Nacional o William Bonner frizava o fato das notícias serem transmitidas a “partir de testemunhas oculares” - este vídeo de 43 segundos é de quem teria filmado o acidente que aconteceu a duas quadras de onde mora.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=z4J60ojIqXM]

A frase vinda no final deste vídeo, “Acidente da TAM. 1ª Imagem. Exclusivo”, já pensando para quem mandar o seu furo de reportagem, é “tô filmando e vou vê se jogo pra Globo”.

- Até agora se pode encontrar no Youtube 20 vídeos com as palavras “tam avião congonhas acidente”.

- No Flickr, para as mesmas palavras digitadas, o número de fotos é um pouco maior, 23, mas a maioria delas dizem a mesma coisa e as aquelas que são mais expressivas sobre o acidente são do Estadão.

- O sistema de busca para blogs do Google traz 289 referências e o Technorati esse número se eleva a 420 links como resultado de busca. O Estadão lembra que entre os blogs, ainda ontem à noite, o Dcccarbono trazia infografias “infografias sobre o acidente e imagens captadas pelos diversos canais de TV e links para comunidades criadas no site de relacionamentos Orkut”.

O Uol trouxe uma chamada de capa só para depoimentos de internautas “Internautas relatam acidente em Congonhas”.

- No orkut existe um caso curioso que não conhecia. Comunidades que foram criadas há mais tempo e com outros objetivos mudaram de nome. Não sei se pra reter atenção, por solidariedade, mas o fato é que isso existe. É a caso da comunidade “Acidente com avião da TAM”. Ela agora tem 400 membros e foi criada em abril - foram relacionadas 15 comunidades para as palavras “acidente TAM”.

A maior de todas as comunidades até agora é “Luto e Solidaridaridade vôo 3054″ com 4.054 membros e criada duas horas depois do acidente. A segunda maior comunidade era a  TAM - Vôo 3054, com 477 membros, também discutindo as causas do acidente e trazendo ainda um tópico com a cobertura minuto a minuto do acidente.

- No Google Trends são as cidades, nessa ordem, de São Paulo, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Rio as que mais procuram pelas palavras “acidente TAM”. É curioso que nessa lista não esteja Porto Alegre, cidade de onde o avião partiu.

- Mas o que chama atenção mesmo é quando se acessa a Wikipédia. Há um amplo material com

  • Um relato sobre o que foi o acidente
  • As características do avião
  • Buscas por sobreviventes e número de vítimas
  • Relato sobre provavéis delineamentos de investigação da tragédia
  • Comunicados oficiais da TAM
  • Condolências Oficiais
  • Fotografias e muitos outros links onde se pode fazer uma leitura aprofundada.

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