“Ser querido é a diferença para os concorrentes”* December 28, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : Globalidade, cvrd, economia, marcas , 2 commentsUpdate 04/01/08. Uma empresa que vai, ou é, muito mais do que uma simples produtora de minério de ferro. Numa sociedade de imagens, ou do espetáculo, como é título de livro e outros também ecoam, o investimento em torno do intangível se opõe diretamente ao que estrutura a produção da Cia e é a nova aposta da Vale.
Nessa semana assisti ao novo comercial da empresa: a peça reúne várias personalidades, apenas imagens, sem fala, que fizeram e ainda fazem sucesso no Brasil e no exterior: Tom Jobim, Santos Dumont, Carlos Drummond de Andrade, Hortência, Vinicius de Moraes, Robert Scheidt, Sebastião Salgado, Ayrton Senna, Daiana dos Santos, Jorge Amado, Di Cavalcanti, Marta, Torben Grael, Ivo Pitanguy, Villa-Lobos, Fernando Meirelles e Garrincha.
Enquanto as imagens passam eis o refrão da letra da música de fundo. O comercial também tá no Youtube.
Essa é minha vida
É minha paixão
Por mais que eu lute pra ser quem eu sou
Não importa a distância
Leve o tempo que for
O que importa é essa força que me leva onde eu vou
E então colorir esse mundo
Como nunca se viu
Com as cores do nosso Brasil
No final, a voz de Fernanda Montenegro faz aquele tipo de pergunta onde vc quer mais que se confesse do que para que algo seja, digamos, esclarecido:
“É possível fazer sucesso no mundo sem nunca deixar de ser brasileiro? Sim. Vale, transformando minérios em sonhos possíveis.”
Mas alguma coisa tinha que ter de concreto desse discurso todo aí. O projeto de construção de uma imagem não pode ficar muito distante da identidade que de fato se tem. Das empresas brasileiras que atuam no exterior, a Vale está presente em um maior número de países, 32. Em seguida aparecem na fila a Petrobras, 24, e a WEG, com presença em 20 deles - esses dados estão no suplemento “Valor Multinacionais Brasileiras” publicado no começo do mês (imagem acima). Além disso, em 2007 a ex-CVRD passou a ser a empresa com o maior valor de mercado pelas bandas de cá.

Uma matéria do The Wall Street Journal republicada pelo Valor Econômico nesta semana avalia que as identidades corporativas podem ser um importante fator na motivação de empregados e no convencimento de governos em torno dois ações da organização também. Mas, no caso da Vale, aponta a matéria, uma marca forte pode também ajudar a determinar quem domina um mercado mundial que foi recentemente tomado por uma onda de fusões. Neste Olimpo em que é difícil determinar quem de fato domina ou está em vias de dominar, a Vale está apostando que algo tão intangível quanto uma marca para ajudá-la a superar as batalhas da consolidação.
“Somos número 2 e sonhamos em ser número 1″, diz Roger Agnelli, presidente da empresa. Neste sentido, a principal tarefa da Lipincott, agência de Nova York focada na estratégia de marcas, “foi tentar reposicionar a Vale de companhia brasileira de minério de ferro para marca global em expansão”, conta James Bell, um dos sócios da agência.
Trechos da matéria
Quando se trata de criar personalidades corporativas bem definidas, a mineração ficou tradicionalmente atrás de outros setores. As fabricantes de químicos DuPont, Dow e Basf, por exemplo, têm marcas reconhecidas sustentadas por campanhas populares. Um motivo para o atraso das mineradoras nesse aspecto pode ser geográfico.
“Como a maioria das grandes químicas e petroquímicas são empresas americanas ou européias que operam em locais mais habitados e interconectados, elas tiveram de ser mais atentas à reputação e à opinião pública em geral“, diz James Bell. “A indústria mineradora, por sua vez, tendeu a ter sede na Austrália, Canadá e Brasil e operava nas áreas mais remotas do planeta. Isso fez com que não enfrentassem o mesmo nível de interesse — e vigilância — do público.” [O negrito é meu]

* A frase é de Olinta Cardoso (foto), diretora de comunicação institucional da Vale e encarregada da promoção da nova marca.
Ajuda em bibliografia
Posted by Ezequiel Vieira in : tcc , add a commentNo final de 2006 fiz uma série de promessas e também ensaiei alguns planejamentos. Se cumpri metade deles, foi muito. Sem dúvida fiquei em dívida com o que projetei pela minha velha mania de abarcar muito coisa em pouco espaço - sempre me parece que não é o bastante. Também deve ser por isso que a professora de pré-projeto sempre martelava: “Seja mais ob-je-ti-vo.”
Vou ser. E essa não é mais uma promessa típica da estação. Mesmo porque para 2008 só existo para duas coisas… : de concreto tenho que pesquisar e organizar a apresentação de meu tcc para julho; e de projeção acabada a graduação quero logo ir fazer meu mestrado. Enfim: apenas duas coisas mas que também não são tão simples assim.
O que quero com meu tcc é que ele seja algo como um coroamento de 4 anos de universidade e não um compilamento de resumos de leituras mal feitas. Para os 4 capítulos que pensei, pelo menos para três deles, acho que já conto com muito mais do que preciso de bibligrafia
- Do motor das máquinas à produtividade bem redes: A Economia Informacional
- A Sociedade Midiatizada. Estabelecer a interface entre Internet e Comunicação Organizacional
- Panorama histórico da Vale pela perspectiva de seus planos de comunicação
- Análise do site corporativo
O que falta, talvez eu até tenha material pra isso mas deve tá bem disperso, é alguma bibliografia que me dê mais rigor na hora de estudar em detalhes, no último capítulo, o site da Vale.
Tipo: Não tenho dúvidas de quando eu for analisar algum blog com algum método, digamos, mais objetivo, o artigo que vai me indicar o caminho das pedras e me dar o mínimo de rigor na análise vai ser “Blogs de Política: Caminhos para reflexão”; isso sem contar a minha ida pra 3 anos de blogagem.
Então a pergunta é: Vc sabe de alguma bibliografia que faça um estudo nesse mesmo estilo para sites corporativos?
Eleições americanas e redes sociais December 26, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : mundo afora, política , 1 comment so farUpdate - 12/01. O CiberAmérica conta que a Associated Press elegeu como a notícia do ano a reportagem sobre o lançamento da campanha presidencial de Barack Obama [wikipedia espanhola e site da campanha], senador por Illinois e pré-candidato pelos democratas.
Não tive acesso à matéria mas o blog relata que, lá em fevereiro, a reportagem mostrou a trajetória de Obama desde sua chegada ao parlamento de Illinois até o lançamento da campanha presidencial onde ele teria lembrado da habilidade de Abraham Lincoln para unificar o país e, claro, também se apresentou como alguém capaz de fazer o mesmo e liderar uma nova geração.
Se Obama é mesmo capaz de liderar uma nova geração eu não sei mas parece conhecer bem as novidades que pipocam sobre redes sociais: o cara tem conta no facebook, no myspace, no youtube, no flickr, um tal de Obama Mobile e, claro, um blog também - aliás, a última postagem, publicada no natal, já conta com quase 1000 comentários.
O site da campanha, muito família, por sinal, além da versão em inglês também pode ser lido em espanhol, com meu inglês The books on the Table, vou me arriscar a acompanhar o cara com meu portunhol.
Acesse mais sobre Obama nos resultados de busca do Technorati.
Os pré-candidatos à presidência são:
Democratas
Republicanos
Etc
Acesse também a postagem do Blog de Guerrilha Depois de Bush, a guerrilha:
[…] No entanto o grande nome da chamada nanomídia é o senador Barack Obama. Sem o poder de fogo do comitê de Hillary Clinton, ele teve que encontrar seu caminho pra se destacar na luta por visibilidade. Virou guerrilheiro. O candidato é uma onipresença. Não há plataforma colaborativa que você entre que não encontre suas pegadas. Ou melhor: que não encontre as marcas publicadas e reforçadas a cada momento por verdadeiros exércitos voluntários que engrossam mais a cada dia as suas fileiras. Aproveitando do apelo de seu discurso entre os jovens, Obama já mobilizou 225 mil pessoas apenas no Facebook, pauta a imprensa pelo Twitter, não poupa esforços para “estar perto” de seus eleitores. […]
Mapeando terrorismos
Posted by Ezequiel Vieira in : Geoweb , add a commentBaseadas na aplicação do Google Maps aparecem ferramentas cada vez mais avançadas. A experiência que temos aqui no ES é o GVCrime. O site usa o Google Maps para identificar locais de ocorrências de homicídios e tentativas de homicídios nos municípios da Grande Vitória.
Agora também existe o Global Incident Map. O mote é fazer um mapa mundial indicando onde existe alguma notícia e/ou atividade terrorista além da presença de suspeitos de práticas terroristas e outros crimes graves.

Quando acessei o site tinha um frame, sei lá o nome certo daquilo, chamando atenção para uma explosão que tinha acontecido na Bolívia nesta segunda-feira - era a única informação que constava sobre a América Latina. Fiquei surpreso por não ter nada da Colômbia com suas Farcs.
Via Atina Chile
Google Knol e o capitalismo cognitivo December 21, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : Jornalismo e Internet, capitalismo cognitivo, web 2.0 , 1 comment so farKnol, el nuevo proyecto de enciclopedia en internet, es el último paso de Google para dejar de ser el Gran Buscador y convertirse en el gran medio. Google ya no hace ascos a nada. De los teléfonos móviles a las aplicaciones de escritorio pasando por los medios.
Entre uma conversa e outra via msn, uma colega resolveu perguntar o que era captalismo cognitivo. Disse que um amigo que vai fazer tcc tava lendo um livro de mesmo nome mas não soube explicar o conceito muito bem. Se enbananou. “Me deixarm curiosa e não sabiam definir”
Minha sorte é que o blog tem uma tag só pra esse assunto. Bem na lei do crtl c crtl v fui tentando explicar e acabei organizando melhor minhas idéias sobre o tema.
Eis alguns trechos da conversa. Ela tá em azul e eu em vermelho.
Qual a diferença entre Tempos Modernos (Chaplin) e o modo de trabalhar no Google?
tecnologia
E qual papel a tecnologia tem nesses dois modos de produção?
homem x máquina
Muito bom! Estamos indo bem
é que ue não sei explicar em palavras
E qual era a relação estabelecida entre homem e máquina no tempo de Chaplin e no modo de trabalhar no Google?
no primeiro era um trabalho muito repetitivo. o trab era apertar parafusos. hj é mais intelectual. eu uso a máquina ou a máquina me usa?
Isso. Perfeito. Nao é mais a maquina quem dita o ritmo de teu trabalho. É vc quem faz isso agora. Nao importa quanto vc faz em menos tempo. Mas o quanto de conhecimento e inovação vc embute naquilo que faz. Isso reuqer um certo tempo de reflexão, de fruição, talvez
mas, como posso definir em poucas palavras esse sistema?
A produtividade é para gerar mais conhecimento e nao para dinamizar máquinas. A informação é materia prima e o resulatdo da produção
O Google é só inovação em informação e conhecimento e nada de material, nd de maquinas para que alguma coisa seja produzida
o assunto é bem atual
Orkut, Bloguer, Google Maps e mais os zilhões de ferramentas que o Google oferece. é só pra gerenciar e para que mais informação seja produzida

Logo lembrei dessa conversa quando encontro no blog Código Aberto que o Google está organizando um projeto chamado Google Knol. A sacada, mais como uma nova fase do devir da empresa do que propriamente uma inovação, é digitalizar dados, informações e conhecimentos produzidas a partir das margens, dos usuários comuns.
O projeto, que ainda não tem data para ser lançado, oferecerá páginas pré-diagramadas para pessoas que desejarem publicar ensaios, pesquisas, obras de ficção e não ficção. O Google Knol pretende ser uma espécie de enciclopédia de autores, onde eles, além de ganhar visibilidade poderão faturar alguns trocados. O que parece mais provável é a confirmação da hipótese de que o Google, seguindo o exemplo da maioria dos demais sistemas de buscas na Web, está deixando de ser prioritariamente um serviço para se transformar num processador de dados e informações recolhidos de usuários da Web, para gerar conhecimentos, que valem milhões.
Juan Varela, do Periodistas 21, aponta que a iniciativa sinaliza a estratégia da empresa de concentrar verticalmente os negócios em torno da tecnologia, da publidade e de conteúdos. Varela ainda cita o blogueiro Pepe Cervera:
“El negocio de Google es encontrar la adecuada información, y aprovechar esa localización para poner anuncios. Pero como no tiene qué buscar, lo fabrica”.
Varela acredita que o projeto também reflete o andar da imprensa em passos mancos ou mesmo uma miopia na estratégia de estabelcer seus negócios. O Google, lembra, quer mais conteúdos e também sejam bem estrututados e de fácil indexação. Aliás, muitos sites de jornais ainda insistem em só liberar o conteúdo online apenas para assinantes.
Com o Google Knol serão mais páginas, mais tráfico e mais lugares onde colocar publicidade. Enfim, números estratosféricos na conta bancária do Google. Varela critica os meios de comunicação, dizendo que eles deveriam estar mais atentos a essas mudanças todas. Ele acredita que o fracasso do jornalismo está em reproduzir muita coisa a partir de poucas fontes.
De los knol (artículos web) de Google se espera que produzcan mucho contenido de diferentes autores. eremos. Recomiendo leer la página que ya existe sobre el tema en la Wikipedia [Português]. Habrá de todo, bueno y malo. De calidad y sensacionalista o simplemente pensado para atraer visitas y publicidad contextual. ¿Filtros de calidad? Ninguno, dice Google. La gente con sus visitas y comentarios. Acesse também o post “Knol y el fin de la neutralidad de Google” também de Juan Varela.
Acesse também
19/12/06 - Os serviços do Google a serviço da atenção completa



