Mapa de acessos à internet = Imagem da riqueza e pobreza pelo mundo November 20, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : internet , trackbackO Jornalismo & Internet traz que Chris Harrison criou uma série de mapas da internet onde são mostrados padrões de conexões mundo afora.
Nada muito diferente do que indica um outro mapa publicado por aqui no blog em maio. A novidade fica por conta da forma como esses dados de acesso foram organizados.
Esse aqui, por exemplo, indica as cidades pelo mundo entre às quais se tem um maior número de conexões. Ou seja, a maior conectividade acontece entre a Europa e os EUA.
Acesse o site Internet World Stats para saber a porcentagem de acessos à internet por cada país.
Talvez esse trecho do livro Manuel Castells lance pistas sobre o porquê dessa distribuição.
A Galáxia da Internet. Cap. A Geografia da Internet: Lugares em rede. Pág.: 183-184. (Manuel Castells):
A geografia dos produtores de conteúdo da Internet caracteriza-se pelo controle se sites virtuais do mundo exercido a partir de um pequeno número de lugares físicos. A questão é por quê?
Zook investigou a matéria nos Estados Unidos, usando tanto análise estatística quanto estudo de caso. Há três respostas principais. A primeira refere-se às conexões com a estrutura metropolitana da economia da informação. Os domínios da Internet estão relacionados com organizações de produção de informação. Os grandes agrupamentos espaciais dessas orgamizações dedicadas a serviços avançados, finanças, mídia, entreterimento educação, saúde, tecnologia, e assim por diante, situam-se predominantemente em áreas metropolitanas, em aprticular em áreas como Nova York, Los Angeles e Washington. Assim, a configuração espacial da Internet acompanha não a distribuição da população, mas a concentração metropolitana da economia da informação. Esta não é, contudo, a única resposta, porque grandes centros de produção de informação, como a área de Chicago, não têm classificação tão alta de provedores de conteúdo na Internet.
A segunda resposta refere-se à conexão com ambientes preexistentes de inovção tecnológica, que fornece o know-how de novas tecnologias, e com rede de fornecedores, capaz de apoiar novas iniciativas empresariais: esse é o caso da área da Baía de São Francisco, de Seatle, Austin, San Diego, Denver-Boulder, e vários centros de alta tecnologia. Mas isso só explica parcialmente o caso de Nova York, a maior concentração de provedores de conteúdo da Internet em 2000. Nova York ergueu-se sobre a expertise em design acumulada no mundo da mídia, da publicidade e da arte, mas tinha pouca base tecnológica própria. Zook descobriu que elo perdido, que explica o papel proeminente tanto de Nova Yorjk quanto de São Francisco na provisão de conteúdo da Internet, é a estrutura espacial da indústria de capital de risco, inclusive a versão personalizada dos financiadores (Zook, 2001 a).
O capital de risco desempenha um papel essencial no financiamento da inovação e da iniciativa empresarial na economia da Internet, como mostrei no Capítulo 3. Capitalistas de risco têm uma íntima ligação com novas companhias da Internet. Trabalham com elas numa base semanal, ajudam-nas a se desenvolver e as aconselham, são parte do mesmo processo de trabalho (Gupta, 2000). Em outras palavras, o capital de risco é componente essencial da indústroa da Internet. E a geografia do capital de risco é extramente concentrada. No final da década de 1950, no primeiro estágio da revolução condizida pela microeletrônica, ele se concentrava nas áreas de São Francisco e Boston, embora os bancos de investimento sediados em Nova York tenham sempre uma importante fonte de capital em toda parte (por exemplo, a emblemática companhia de microeletrônica do Vale do Silício, Fairchild Semiconductors, foi iniciada com capital de investidores de Nova York). Na década de 1990, Nova York tornou-se um participante de vulto na indústria de conteúdo na Internet, bem como Los Angeles, ambas financiadas por capital de risco. As razões dessa configuração espacial das firmas de capital de risco são duplas. A maior parte do capital de risco teve origem na indústria de alta tecnologia, a partir de investidores que haviam ganhado dinheiro com ela, conheciam-na bem e estavam dispostos a assumir riscos em razão de seu conhecimento dos segredos do negócio, mutas vezes com apoio de investimento externo, particularmente de Nova York. O conhecimento especial da indústria foi, no entanto, essencial para o desenvolvimento de um setor de capital de risco dinâmico e rico na área da Baía de São Francisco.
O processo pelo qual Nova York se tornou um centro da indústria de conteúdo da Internet foi diferente. As firmas de Wall Street aprenderam com o Vale do Silício o quanto os investimentos em tecnologia podiam ser lucrativos. Geraram unidades especializadas para examinar oportunidades, numa época em que a cultura empresarial de Nova York estva explodindo e decobrindo o potencial da Internet em sua dimensão cultural/comercial. A convergênia da economia da informação, do dinheiro, da mídia, da arte, e do know-how em negócios de Nova York. A geografia da produção para a Internet é a geografia da inovação cultural. Uma geografia que, como Peter Hall (1998), demonstrou, enraizou-se historicamente nos principais centros urbanos do mundo - e continua lá.










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não sabia que também estava no blogprofissional. Eu sou Thalles, faço disciplina de jornalismo cidadão com vc. Estou te linkando para criar maior sinergia no blogprofissional, como diz Luiz.. rs meu endereço do blogprofissional é “http://bit2bit.blogprofissional.com.br”
eu não conhecia seu blog. Estarei de olho aqui.
Até!
Tô te lincando tb
té mais!
Ez