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Limitações da aplicação na Internet dos modelos de redes sociais November 20, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : Resumos, redes , trackback

Com pessoas reunidas apenas pelo software, a autora conclui que o Orkut não pode ser considerado, a priori, como viabilizador e exemplo de uma rede social

O objetivo era fazer uma resenha, com toda a aura de reflexão que ela tem. Mas relendo o texto agora vejo que ele ficou muito mais para um bom e velho resumão do que uma resenha propriamente dita.

Feito para a disciplina Imprensa e Jornalismo Cidadão, esse resumo é do artigo da Raquel Recuero: Redes Sociais na Internet - Considerações Iniciais.

O texto recupera alguns modelos de estruturação e dinâmica das redes sociais para em seguida avaliar em que medida esses modelos também se aplicam ao que acontece no Orkut, blog e fotologs.

Recuero conclui que os modos de análise de redes sociais relacionados – Redes Aleatórias (Erdös e Rényi); Mundos Pequenos (Watts e Strogatz) e Redes sem escalas (Barabási) são insuficientes e mecanicistas demais para perceber as complexidades de uma rede social na internet. Isso aconteceria porque essas elaborações se fundamentariam inicialmente em projeções de físicos e matemáticos para o estudo de redes, que depois foram absorvidas pela sociologia, na perspectiva da análise estrutural das redes sociais.

Dentre esses três modelos, a maior parte do texto se constrói em torno do grau de aplicabilidade da dinâmica de redes sociais proposta por Barabási (foto). Isso porque, como Recuero sublinha, este autor argumenta que o modelo que ele propõe se aplica para qualquer tipo de rede social. Barábasi demonstrou que as redes não eram formadas de modo aleatório. Ou seja: existia uma ordem na dinâmica de estruturação das redes, algumas seriam bem específicas. A principal delas é que diz que “ricos ficam mais ricos”: As redes não seriam formadas por nóes igualitários, ou seja, com a possibilidade de ter, mais ou menos, o mesmo número de conexões. Ao contrário, tais redes possuiriam nós que seriam altamente conectados (hubs ou conectores) e uma grande maioria de nós com poucas conexões. Os hubs seriam os “ricos”, que tenderiam a receber sempre mais conexões.

 

Com pessoas reunidas apenas pelo software, a autora conclui que o Orkut não pode ser considerado, a priori, como viabilizador e exemplo de uma rede social, uma vez que a constituição dessa rede dispensa, exatamente, a interação. O modelo de Barabási não levaria em conta, por exemplo, o custo da manutenção dos laços sociais. No caso do Orkut, hubs, as pessoas com grande número de amigos, simplesmente acumulam laços, como se a relação entre as pessoas pudesse ser meramente reduzida à uma adição de amigos, sem qualquer custo envolvido.

Mesmo em comunidades, Recuero ressalta que, ao invés de utilizadas como grupos para discutir um determinado assunto, são simplesmente elencadas nos perfis como um bótom, uma forma de construir uma identidade. Esse uso, popularizado hoje, pode ser observado através da pouca interação que acontece em muitas dessas comunidades (Recuero, 2005), cuja troca de informações é essencialmente inferior à quantidade de pessoas que faz parte do grupo.

Sobre blog e afins, a aplicação do modelo de Barabási também é considerada problemática, uma vez que não consideraria a diferenciação dentre a qualidade dos links que apontam para determinado endereço e suas conseqüências para a estrutura da rede social.

Comments»

1. Luiz Edmundo - December 4, 2007
PArabens Ezequiel,

Esse é um assutno que me incomodava muito no Orkut, e nunca tinha parado pra pensar.
Escrevi um Post sobre o assunto no meu blog, o http://tecbiz.blogprofissional.com.br

2. Tecnologia Aplicada a Negócios » O Orkut e as redes sociais - December 4, 2007
[...] Esse assunto pode  ser explorado, de forma  mais acadêmica e científica no post  “Limitações da aplicação na Internet dos modelos de redes sociais”do blog Polimídia (http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/11/20/limitacoes-da-aplicacao-na-internet-dos-modelos-de-redes-sociais/) [...]

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