Fórum de comunicação na Ufes com cobertura wiki November 27, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : "Jornalismo Cidadão", cibercultura, comunicação, eventos/debates, internet, jornalismo , add a commentA edição do Foco desse ano vem com uma novidade: no lugar de ser criado mais um blog para relatar o que rolou pelas palestras, essa 5ª edição terá uma cobertura wiki.
A surpresa veio quando foi colocada em votação a eliminação do verbete da wikipedia “Página de propaganda de um forum de uma universidade. Não diz de maneira sobre o que o fórum trata. Uso da wiki para propaganda“. O resultado da votação sai no dia três de dezembro. Por lá, o organizador do evento, Fábio Malini, apela para o óbvio:
Não sei quem deliberou que se trata de propaganda de evento. Ao contrário, é um projeto de registro de memória de acontecimento anual da universidade pública no Espírito Santo/Brasil. Um fato com notícias e informações, tal como existe aqui: cobertura do acidente da TAm em São Paulo, Copa do Mundo etc. Estão envolvidos na produção desse verbete mais de 20 colaboradores, que são estudantes de jornalismo, que, em vez de estarem a trabalhar numa mídia proprietária, estão construindo esse ambiente cooperativo.
Por ora, sigo com minhas anotações. Assim que arrumar um tempinho, publico por aqui as minhas impressões do que acompanhei.
Filosofia e catarse
Posted by Ezequiel Vieira in : catarse, ufes , add a commentFico imaginando o quanto de material que a academia produz e que fica estocado pra sabe Deus quem. Acho que, digamos assim, deveria ganhar o mundo.
Não sabia, por exemplo, que o simples fato de disponibilizar meu relatório final de iniciação científica por aqui fosse me render alguns cumprimentos, me pareceu algo tão natural…
Uma tarefa que penso em começar a fazer é buscar saber o que as universidades fazem com as pesquisas realizadas [tccs, mestrados, doutorados, iniciação científica etc] e como disponibilizam isso. Talvez seja falha minha, mas mal sei como esse processo de arquivamento e hipotética disponiblização é feito pela Ufes.
Mas enfim. A postagem é pra disponibilizar o Estudo Dirigido feito para a disciplina Filosofia e Ética. Digamos que o estudo ainda não foi sancionado pelo professor, mas já fica por aqui a quem interessar possa.
Essa matéria só veio amadurecer o que já vinha encaminhando faz um algum tempo: esquecer os livros de auto-ajuda e buscar ler mais filosofia; descobri que é uma ótima terapia.
Esse é um bom vídeo sobre a vida e obra de quem tô conhecendo e cada vez gosto mais: Nietzsche.
Lendo Schopenhauer, por exemplo, - que me parece ser mais realista do que o pessimista roxo de que ouvi falar - aposentei minha crônica teoria da conspiração [virei adepto da teoria do caos…], de desconfiar de cada olhar, de querer ver qual sentido oculto de alguma coisa. De me torturar sobre o que os outros estejam pensando de mim. Enfim. Aposentei muito de minhas paranóias e não gastei um centavo com psicológo…
Feito com meu colega João Paulo, eis o estudo: (more…)
Autor de “A Cabeça do Brasileiro” estará em mesa-redonda na Ufes November 24, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : comunicação, cotidiano, eventos/debates, política, ufes , add a commentNesta segunda-feira (26/11) o curso de ciências sociais da Ufes promove uma mesa-redonda com a presença do sociólogo e professor da UFF, Alberto Almeida. Ele, que também esteve no Roda Vida em agosto para debater o mesmo tema, vem falar sobre o seu livro “A Cabeça do Brasileiro” - também tem esse vídeo no Youtube.

Ainda não tive acesso à obra, mas quem já leu diz que ela traz um perfil dos valores, atitudes e opiniões dos brasileiros sobre uma grande variedade de temas como a sexualidade, a família, a economia, a religião etc. O livro, apesar de ter sido fruto de uma pesquisa social quantitativa, vem se tornando um best-seller e atraindo a atenção da impresa e do público em geral.
Para debater a Pesquisa Social Brasileira (PESB) da qual deriva boa parte dos dados do livro, a mesa-redonda também contará com a presença do ex-professor Ufes Jaime Roy Doxsey (responsável pela PESB no ES), da professora da UVV, Maria Angela Soares e do assessor para projetos especiais do governo do estado do ES, Leonardo Bis dos Santos, ambos ex-alunos da Ufes.
Lembro que o Alon, do blog que acompanho com freqüência, fez parte do grupo que entrevistou Alberto Almeida quando ele participou do Roda Viva - mas não consegui ver a íntegra do programa.
A espinha dorsal da tese de Alberto, pelo o que foi explicado nesta postagem, [tem essas outras também] é que existiria uma correlação estatística entre ética e escolaridade. Na prática, isso implicaria que aquele que conta com mais estudo também tem mais consolidado, em princípio, os valores fundamentais que permitem diferenciar entre o bem e o mal, entre o certo e o errado.
Mas se isso é verdade, aponta Alon, então a recíproca também é verdadeira: quem tem menos escolaridade tem, também, taxas menores de convicção quanto a esses valores. “Ou seja, segundo o professor, a baixa escolaridade seria responsável por um ‘déficit ético’ que variaria inversamente ao número de anos passados na escola.”
A mesa-redonda acontece no campus da Ufes em Goiabeiras lá no auditório do IC2, às 19h. Nesse mesmo horário também rola pela universidade o V Fórum Regional de Comunicação (Foco) e as palestras que me interessaram são justamente à noite.
Tal como aqui, vou ter que priorizar de novo. Na terça-feira venho com o resultado de um desses encontros.
Programação do Foco: (more…)
“Perco o amigo mas não perco a notícia. Vivo disso porra!” November 23, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : eventos/debates, jornalismo , 1 comment so farUma Arcelor, uma CVRD, uma Petrobrás da vida sempre investem na formação e capacitação de seus funcionários. A grande pergunta com que Ancelmo Gois começou sua fala na palestra de ontem pela manhã foi: “Por que os jornais não investem na formação de seus quadros?”
Foi bem enfatizado a necessidade da leitura [Ancelmo, por exemplo, adora poesia. Prefiro prosa] de ouvir uma boa música, ver filmes. Em síntese, ter vida social para além do apura e publica.
Se é verdade que a única coisa que jornalista ler é o jornal da concorrência - mas só pra ver se não foi furado - também é fato que ainda são poucos os jornais que promovem cursos de residência por aí. “Uma tragédia”, enfim, como resumiu e dramatizou Ancelmo.
Em um bate-papo bem descontraído e quase confessional, ele reforçou o velho radar do que seria notícia e que acredito que deva ser a primeira coisa ouvida por qualquer o calouro de jornalismo: “Não existe nada de mais em um cachorro morder o homem. Mas se o homem morder o cachorro, isso sim é notícia.” Esse teria sido sempre o príncipio-guia que procuraria adotar nas notícias que publica. “Perco o amigo mas não perco a notícia. Vivo disso porra!”
Acaba ou não acaba - a cantilena sobre o jornalismo impresso
Mais por paixão do que por uma avaliação, digamos, racional, Gois aposta que o papel, e por extensão o jornalismo impresso, tem uma longa vida pela frente. “Pelo menos não quero que acabe.” Ele lembra que, a rigor, a morte do impresso está anunciada desde os anos 1920, época da invenção do rádio. Mas ele avalia que “quem ficar fora desse mundo [internet] é bobo. Deveria ser assim: o que aparecer pela frente eu traço. Seja jornal de TV, rádio, internet […].”
Gois ainda ver que se atribui muito mais legitimidade ao jornalismo impresso do que ao online. “Ainda não podemos apontar nenhum nome importante do jornalismo digital. Mas tudo indica que isso vai mudar: até uns 20 anos atrás, por exemplo, ninguém dava legitimidade pro jornalismo feito na TV.”
Com um reconhecido saudosismo ele comenta que agora ninguém teria mais tempo pra ler um livro, uma poesia.
“Vejo o corre-corre de meus filhos e fico impressionado com aquilo.” A internet seria sim uma grande oportunidade, “mas também é impressionante o quanto ela deixa à mostra o que há de pior na alma humana. No fundo, acredito que seja um grande banheiro de rodoviária do interior do Brasil: cheio de palavrões, baixaria […]”
Um ponto de vista interessante sobre essa, digamos, avalanche de expressividade, pode ser lido na postagem do Henrique Antoun “A garotada pertuba a mídia no orkut”.
Saiu a matéria do JB sobre a garotada que usa o orkut. A Juliana da Rocha me ligou e pediu pra que eu respondesse umas perguntas q me mandou por e-mail. Usou um pouquinho na matéria. Vou publicar tudo aqui. É o mínimo q eu posso fazer pela garotada que começa a enfrentar a caretice familiar alavancada pelo cinismo da mídia de massa nestas plagas.
Ainda do Henrique, uma outra avalição pode ser acompanhada no post “O gato saiu do saco”. Esse texto é sobre a fala dele na edição que aconteceu em Vitória do seminário “A Constituição do Comum“.
Centralidade da informação
Afagando o ego de calouros e focas - mas não deixando de fazer uma constatação - Ancelmo comenta que nunca como agora a sociedade foi tão estruturada pela comunicação. Isso apontaria uma grande oportunidade para quem vive, ó eu aqui, de apurar e transmitar informações. “As pessoas precisam de se alimentar mas também precisam de informação. Sem ela, ninguém sai do lugar. E nós somos catadores de informação. Fomos ‘eleitos’ para isso. Vcs estão na ponta de todo esse processo. É por isso que gosto muito dessa profissão, é a melhor do mundo, e acredito que nunca vai acabar.”
Causos
A tal da objetividade, lembra Ancelmo, não existe e também “não vejo nenhum problema nisso. O que não pode é vc ser desonesto com os fatos.” Tipo: dizer que meia dúzia de pessoas numa passeata era uma multidão.
A partir disso ele comentou que não gosta do Galvão Bueno - ele e mais essa multidão aqui - e aproveitou a deixa pesquisar nas ruas para quem as pessoas repetiriam a tal frase do rei espanhol “Por que nao te calas?“.
Os mais cotados teriam sido Pelé, Caetano Veloso, outros tantos e Galvão. Ancelmo teria dado um jeitinho para o nome do dito cujo também fosse publicado na lista dos desafetos do povão. “Ele é um chato. Se Deus fosse conversar com Galvão, o Criador iria sair com crise de auto-estima.”
Acesse também
04/05/07 - A opinião distribuída no mercado do diálogo
01/06 - Da lógica da centralidade à politica em redes
22/06 - A cooperação como elemento constituinte das redes sociais
Mapa de acessos à internet = Imagem da riqueza e pobreza pelo mundo November 20, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : internet , 3 commentsO Jornalismo & Internet traz que Chris Harrison criou uma série de mapas da internet onde são mostrados padrões de conexões mundo afora.
Nada muito diferente do que indica um outro mapa publicado por aqui no blog em maio. A novidade fica por conta da forma como esses dados de acesso foram organizados.
Esse aqui, por exemplo, indica as cidades pelo mundo entre às quais se tem um maior número de conexões. Ou seja, a maior conectividade acontece entre a Europa e os EUA.
Acesse o site Internet World Stats para saber a porcentagem de acessos à internet por cada país.
Talvez esse trecho do livro Manuel Castells lance pistas sobre o porquê dessa distribuição.
A Galáxia da Internet. Cap. A Geografia da Internet: Lugares em rede. Pág.: 183-184. (Manuel Castells): (more…)



