jump to navigation

Movimento Negro faz manifestação na Ufes August 17, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : ufes , trackback

por Elaine Dal Gobbo - estudante de jornalismo na Ufes

No dia 15 de agosto militantes do Movimento Negro fizeram uma manifestação para reivindicar cotas raciais na Ufes. O protesto ocorreu em frente à Reitoria, no campus de Goiabeiras. Também estiveram presentes lideranças sindicais, bolsistas do Programa Conexões de Saberes, militantes do Movimento Estudantil e representantes de pré-vestibulares populares.

O sistema de cotas aprovado pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Cepe) no último dia nove de agosto contempla apenas estudantes de escolas públicas, para quem serão destinados 40% das vagas de cada curso da universidade.

De acordo com o militante do Movimento Negro Gustavo Forde não basta ter cotas sociais. “Não somos contra as cotas sociais, defendemos elas também, mas achamos que as cotas raciais são necessárias. Com certeza a pobreza causa exclusão, mas o preconceito racial agrava ainda mais a exclusão. Por isso, dentro da pobreza, os negros são os mais pobres dos pobres”, afirma.

Segundo Forde, há desigualdade entre estudantes brancos e negros até mesmo quando ambos estudam em escolas públicas. “Grande parte dos moradores da periferia são negros. Se compararmos as escolas públicas da periferia com as de outras localidades podemos observar que há diferença entre elas. Na escola pública da periferia a estrutura física é precária, há uma grande rotatividade de professores. Nos colégios públicos de outros locais a situação é melhor”, explica.

Durante o protesto foi lido o Manifesto do Movimento Pró-Cotas. Segundo o manifesto o fato de não haver cotas raciais no próximo vestibular demonstra que a Ufes tem uma postura conservadora, preconceituosa e racista. Para o Diretor de Organização do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Arthur Moreira, a falta de estudos por parte da Universidade sobre a questão racial foi um dos empecilhos para a aprovação das cotas para os negros. “As autoridades e muitos professores da nossa Universidade não têm acúmulo no debate sobre as cotas raciais”, diz.

De acordo com Forde, as cotas raciais devem priorizar os negros que fizeram ensino fundamental e médio em escola pública. Em segundo lugar devem vir aqueles que cursaram todo o ensino médio e parte do ensino fundamental na rede pública. Em terceiro, os estudantes de pré-vestibulares populares que trabalham com o recorte racial e, por fim, os negros oriundos de escolas particulares. “Nossos ascendentes trabalharam muito e produziram riquezas para o nosso país. Essa riqueza nunca foi repassada para eles. O Estado precisa repassar isso para os descendentes. Mesmo estudando em escola particular, os negros têm direito a usufruir de uma riqueza que foi gerada por seus ancestrais”, explica.

Acesse também

29/03/06 - Estudantes protestam contra cotas na Ufes

24/04/06 - Sobre o mito da democracia racial e o racismo à brasileira

08/02/07 - Do Leonardo da Vinci ao Córrego de Santa Maria

18/06/07 - Estudantes de Pré-Vestibulares visitam Feira de Cursos na Ufes

Compartilhe a postagem: These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • del.icio.us
  • Rec6
  • Slashdot
  • Technorati
  • YahooMyWeb
  • Book.mark.hu
  • Reddit
  • BlogMemes
  • MyShare

Comments»

1. Ufes ainda estuda Programa de Permanência para cotistas « Polimidia - October 30, 2007
[...] 17/08/07 - Movimento Negro faz manifestação na Ufes [...]

- Why ask? This confirms you are a human user!