ES volta a debater Rede Pública de Televisão July 6, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : comunicação, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, política/ES, redes, televisão , trackbackA Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa e a Rede de Comunicação e Articulação Popular (Recapes) organizam para a próxima semana um debate sobre o tema das “Redes de TVs Públicas no Brasil” - o convidado é o presidente da Radiobrás, José Roberto Garcez. Também participam representantes da TVE, TV Assembléia e TVs Universitárias.
Os organizadores contam que o objetivo é o de iniciar um diálogo com a sociedade capixaba e seus movimentos organizados sobre TV Pública e como se dará a implantação, a gestão e o financiamento deste novo sistema de comunicação no país e no Estado.

O evento acontece no dia 12 de Julho/07, quinta-feira, 9 h, Plenário da Assembléia Legislativa, e é aberto ao público.
A democratização por uma perspectiva diferente
Esse tipo de discussão também esteve presente no seminário que aconteceu em maio na Estação Porto - A Constituição do Comum - a produção de comunicação e cultura na cidade (posts do blog sobre o evento). A tese foi a de que “os sistemas sociais, econômicos e políticos vem se transformando em redes distribuídas” e, como tal, a realidade e as estratégias de ação devem ser projetadas dessa forma.
Na versão do seminário que aconteceu aqui em Vitória foi a professora Ruth Reis, na mesa Desafios para a democratização da mídia, quem mencionou diretamente a questão de que “o modelo de comunicação de massa nasceu e entrou em crise ainda no século XX”.
Ela fez um rápido resgate sobre os movimentos pela democratização da comunicação no sentido de ressaltar que essas iniciativas datam de muito tempo, mas que seria inegável que “a luta reacendeu com uma força fantástica com o advento da internet”.
Toda a discussão anterior, sublinhou Ruth, seguia, e pelo visto ainda segue muito de perto, a lógica de uma matriz de massa. “Tinha que haver uma centralidade (legislação, iniciativa do Estado etc). A digitalização traz uma matriz distribuída”. Um novo paradigma que se caracteriza pela horizontabilidade cooperativa.
Agora, no que foi o delineamento marcante do seminário, se faz necessário descobrir novas formas de narrativas e de se fazer política. Uma vez que “os modelos anteriores parecem esgotados”.
Um exemplo irrecusável para aplicação dessa discussão caminha em direção do que Michel Bauwens argumenta em seu artigo “A Economia Política da Produção entre Pares”. Seria fora da nova realidade que está se configurando a partir da constituição de redes debater uma Rede Pública de Televisão nos moldes como a discussão bem sendo apresentada. O modelo público repetiria em forma estatal a mesma lógica empresarial de centralidade “esgotada” de produzir comunicação e cultura.
A discussão em torno desse tema ficou vem mais demarcada na versão desse mesmo seminário que aconteceu no Rio de Janeiro - assista “O Comum, para além do Mercado e do Estado - O Embate da TV Digital” disponível no site da UFRJ.
Leia também
02/07 - Seminário - A virtualidade da comuniação horizontal
22/06 - A cooperação como elemento constituinte das redes sociais














Comments»
Transmimento de pensação? rs
Abraços
Volte mais vezes sumida!