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Marcas globais e o feeling para se anteciparem às mudanças July 30, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : Globalidade, capitalismo cognitivo, publicidade , 2 comments

A edição do Valor Econômico deste final de semana publicou uma matéria com chamada de leitura praticamente irrecusável - Os segredos das marcas mais poderosas. Mas o que a matéria mostra não é exatamente uma lista completa de segredos nunca dantes revelados. É bem menos do que isso.

 

O que se percebe na reportagem é que, fundamentalmente, as chamadas marcas mais poderosas têm feeling para perceber mudanças e fôlego o bastante para sempre desenvolverem estratégias de adaptação à configuração de uma realidade diferente.

Princípio primeiramente elementar, mas que, pela abordagem dada, parece ser de difícil aplicação. O almejado segredo seria bem no sentido de fazer uma navegação a favor do vento do que o da busca de inspiração para um novo modelo de negócios.

  • De olho nas mudanças que a internet provoca e potencializa, Don Tapscott reavalia exponencialmente um outro velho princípio, o da crucial interação a sempre ser estabelecida com o consumidor. Ele setencia que “as empresas que não incorporarem as tendências de interação surgidas com o advento da internet correm o risco de morrer”. A argumentação de Tapscott está em seu livro “Wikinomics - como a colaboração global está mudando tudo” também comentado pelo Valor - Compartilhando é que se recebe.

A jornalista, Chris Martinez, faz seu relato a partir da lista das 100 mais valiosas empresas do mundo segundo o ranking da inglesa Interbrand/Business Week - braço de avaliação de marcas do grupo Omnicom.

Os principais exemplos citados foram o caso de três empresas: a Starbucks;a Toyota - que não por acaso configurou um modo de produção de trabalho, o toyotismo; o Google, que obteve um crescimento de 44 % de valorização de sua marca em relação a 2006.

Chris conta que

A Starbucks iniciou sua história vendendo café em carrinhos, tal como se vendiam picolés tempos atrás. Mas conseguiu voar alto e tem mais de dez mil ao redor do mundo. O segredo? A empresa de Seattle entendeu que o consumidor buscava bem mais do que um simples café. Queria uma experiência de compra diferenciada, com um ambiente amigável e “cool”. A veterana Toyota sensibilizou os fregueses ao apostar em um automóvel com forte apelo ambiental. O segredo? A montadora japonesa lançou um carro “verde”, o Prius, que tem sistema híbrido - pode ser movido a gasolina ou a eletricidade. Criado pelos inventivos “meninos da Califórnia”, o Google tornou-se um sinônimo de busca na internet. O segredo? Conseguiu interagir com o consumidor, oferecendo um produto eficiente e gratuito.

Colocados em prática, esses conceitos abarrotaram de dinheiro os caixas dessas empresas e, mais que isso, fizeram delas marcas bilionárias. A Starbucks está avaliada em US$ 3,6 bilhões, a Toyota em US$ 32 bilhões e o Google, US$ 17,8 bilhões.

A propósito. Eis uma reportagem sobre o modo livre, leve e solto de como as pessoas do Google, exemplificado aqui pela filial brasileira, trabalham. É o que autores da escola franco-italiana chamam de capitalismo cognitivo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=LWvjOhc5Xuw]

TV e a mudança de vida como criação de valor July 27, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : Resumos, publicidade, sociedade midiatizada, televisão , 2 comments

[Migrações midiáticas e criação de valor - Lorenzo Vilches]. Para Vilches, a primazia da criação de valor sobre a qualidade do serviço prestado é cada vez mais evidente no caso da televisão. Ele menciona a febre de reality shows como sintomático.

Big Brother, Casa dos Artistas, Fama, Ídolos, o Aprendiz; com boa audiência para quem os promove, indicaria o entendimento pelos diretores de televisão, aponta o autor espanhol, de que a geração de expectativas é garantia de dividendos.

Mas a situação também revelaria estratégias de adaptação diante da fuga das audiências que a chamada migração digital provoca. Como se repensar quando as novas tecnologias impõem reconfigurações no modo de se fazer publicidade - a principal forma financiamento das TVs?

A disputa pela conquista da atenção do consumidor se acirra não somente porque a publicidade deve competir com e evitar o zapping entre os canais. Ela, na televisão, também “deve ir contra” os meios interativos. (more…)

O jornalismo na era da economia da abundância July 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : internet, jornalismo, tecnologia, web 2.0 , 1 comment so far

Juan Varela, do blog Periodistas 21, esquematizou uma apresentação sobre como a digitalização vem atuando no direcionamento das mudanças que vem acontecendo no jornalismo.

Nada de totalmente novo. Ele reafirma que o momento indica de forma contudente a convergência das mídias e, como tal, os desafios seriam

  • Mudar o modo de pensar de jornalistas e editores para uma lógica digital. Tenho colegas que são, digamos, naturalmente de jornalismo impresso.
  • Aceitação da participação do usuário. No site do Observatório da Imprensa, por exemplo, crescem as críticas pelo fato dos comentários serem moderados. Outro dia, um tom impaciente, Alberto Dines, chamou os internautas de patrulheiros.
  • Criar estruturas dinâmicas para a produção e edição de conteúdos pelos leitores/usuários

Um aspecto fundamental apontado foi a nova forma de valoração da informação. Varela vai diferenciar esse valor a partir de dois momentos. A chamada era da escassez e, agora, a era da abundância.

Na escassez o valor da informação era estabelecido a partir da dificuldade de se conseguir notícias atuais e verdadeiras.

Na era da abundância, Varela diz que o problema não é a falta de informação. Agora tem para todos os gostos espalhada pelos grupos de estilos e afetividades potencializados pela internet. A atitude de agora seria a de apurar qual é a informação mais valiosa e fazer uma reelaboração para que todos, e não apenas um grupo em particular, possam saber.


By rob

O I Seminário Capixaba de Ética e Jornalismo que aconteceu aqui na Ufes em maio trouxe uma discussão parecida.

Hess comentou que o momento indica o jornalista muito mais relacionado a desempenhar o papel de organizador de conteúdos, o jornalismo cartógrafo, do que o de ser porta-voz do verdade. Ele fez referência ao livro norte-americano Elementos do Jornalismo para fundamentar essa idéia de cartografia. A coordenadora do seminário, Marcilene Forechi, em um exemplo de valorização da prata da casa, lembrou que a latinidade também desenvolveu esse conceito. Ela disse que o pesquisador colombiano Jesús Matin-Barbero tem um livro intitulado O Ofício de Cartografo [travessias latinoamericanas de comunicação na cultura].

Acesse o post “A opinião distribuída no mercado do diálogo” para saber o que discutido no encontro.

Leia também

02/07 - A virtualidade da comunicação horizontal. A descentralização da produção

Acidente da TAM - sadismo e misticismo July 24, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : cotidiano , 34 comments

O sadismo fica solto nessas horas. Dentre as pessoas que acessaram o blog como resultado de busca sobre o acidente em Congonhas, boa parte queria ver “fotos de corpos carbonizados”.

Também chamou atenção a busca por uma suposta profecia sobre o acidente - a Sônia Abrão deve ter feito alguma coisa do tipo no “A tarde é sua”.

Eis a lista completa até hoje à tarde

fotos dos corpos carbonizados do acidente tam

a mídia e o acidente da tam

orkut ou comunidade de alguma vitima do acidente da tam

quero ver fotos dos corpos carbonizados

pressentimento acidente TAM

comentarios sobre acidente em congonhas

fotos corpos carbonizados avião

“canal livre” privatização congonhas

acidente tam profecia

Fotos do Acidente TAM 17 Julho 2007

FOTOS DOS CORPOS CARBONIZADOS DA TAM VOO

acidente de congonhas

fotos dos corpos carbonizados do desastre tam

vôo 3054

corpos carbonizados do acidente da tam

imagens corpos voo 3054

quero ver fotos dos corpos carbonizados

digital em corpos carbonizados

fotos corpos carbonizados tragédia congonhas

fotos corpos carbonizados tam

fotos acidente tam corpos carbonizados

Leia também

19/07 - Brasileiros no exterior comentam acidente em Congonhas

18/07 - Relato de uma estagiária de redação online na noite da tragédia  do vôo 3054

18/07 - Acidente da TAM e a informação produzida por pessoas comuns

02/08 - Tese de golpe de Estado a todo custo

Crise e mídia como ator político

Posted by Ezequiel Vieira in : iniciação científica , 1 comment so far

Essa é uma afirmação de Wilson Gomes, em Transformações da política na era da comunicação de massa, que também foi uma conclusão básica de meu relatório de iniciação científica.

Eis os slides que preparei para uma eventual apresentação


By rob