O dia em que fui “seqüestrada” March 21, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : cotidiano , trackback
Hoje, às 21h13 recebo uma ligação desesperada da minha mãe
- Gabriely, onde você está? (percebo a sua voz alterada)
- Estou na Redação, mãe (onde faço estágio). Por quê?
- Acabaram de ligar pra cá e disseram que tinham te seqüestrado. Tavam pedindo resgate e colocaram a “sua voz” no telefone falando mãe, pai me ajuda! Seu pai tá conversando com eles agora. (Começa a chorar)
- Fica tranqüila, foi só um trote. Eu tô aqui no estágio. Manda o papai desligar.
- Graças a Deus que você está bem… Não desligue seu celular nunca, tá?
Acabei de engrossar as estatísticas de vítimas de seqüestros fictícios. Prática que está ficando cada vez mais comum, tanto no ES quanto no resto do Brasil. Quando contei para os meus colegas, vi que não era a única. Um teve o irmão e outro um “filho”.
Não vou fazer agora um artigo manifestando a minha indignação. Só estou desabafando. É uma sensação horrível, mas sei que foi pior para os meus pais. Sei que tudo aquilo foi feito para conseguir alguns cartões para celular para algum detento e que isso não vai terminar. Sou igual a todos os outros seqüestrados.
Não quero fazer um apelo emocionado como nos programas de fim-de-tarde, mas se você também faz parte desses números, poste nos comentários. Não vamos esconder este crime.
Imagem: Maratinga










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Essa semana mesmo ela contou uns dois casos de clientes q encontraram espaço pra falar sobre isso. Uma cliente, por ex., contou q enquanto o irmao saia pra fazer o q foi pedido, a mae dela quase teve um infarte
A sorte, e o alivio tb, é q nesse meio tempo a familia recebeu ligação da ate entao sequestrada