Sistema político cá e lá - não existe transcendência a ser manifestada March 14, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in : artigos, mundo afora, política , trackbackNaomi Klein (Sem Logo) traz uma provocação para o campo da publicidade que no final das contas é muito bem-vinda como metodologia de pensamento. Ela escreve que
Embora haja uma trajetória clara em todas essas histórias, há pouco propósito, nesse estágio de nossa história patrocionda, em imaginar um passado mítico sem marcas ou algum fututo não comercial.
No campo da política, assim mesmo não tão distante da publicidade - para desgosto dos puristas e revolucionários que agem pontualmente em visitas de Bush e cia, tento encontrar a época a qual Bauman se refere como ideal de convívio e atividade politíca coletiva que teria sido deixada para traz e que, como tal, deveria ser resgatada - Modernidade Líquida.
A coluna dessa semana de Cesar Felício (Um debate de críticas irresponsáveis - Valor Econômico 13/03) traz ainda mais luz nessa querela de transcendência da perfeição política que teria que ser manifestada.
Felício faz o favor de lembrar que o desprestígio do sistema partidário não é uma idiossincrasia tupininquim e sim um fenômeno mundial. Um problema que beira a ser um dado da realidade, para ser mais preciso. O jornalista cita uma pesquisa do Eurobarometro do ano passado e destaca que nos países mais populosos da Europa, como França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, os partidos são as instituições em que a sociedade menos confia, com índices que vão de 12% (casos francês e inglês) a 25% (caso espanhol).
A situação não é diferente na América Latina. Outro levantamento citado pelo colunista, o Barômetro Iberoamericano de Governabilidade, apurou entre 2005 e 2006 índices de confiança partidária que variariam entre pífios 2% no Equador a 22% no Chile. A chuva de estatísticas indicaria que há um problema estrutural dentro dos poderes, seja qual for o nível de consolidação democrática. Os dados mencionados indicam também que a desconfiança atinge a maioria dos países com voto distrital puro, distrital misto, proporcional com lista fechada, com lista aberta, com financiamneto público de campanha, “enfim, com todo o rosário das soluções lembradas pelos que defendem a reforma política.”
Partidos e parlamentos são impopulares em todo o mundo, mas é óbvio que não fazem da tábua rasa das diferenças entre a democracia na Europa e na América Latina. A linha divisória está no grau de confianaça nas instituições responśaveis po políticas permanentes no Estado. Sabe-se onde o calo aperta. Os pesquisados no Haiti declraram confiança no Congresso igual à francesa: 27%. Quando se pergunta sobre Justiça, a credibilidade do judiciário francês vai a 40% e a do haitiano a 5%. Ao se tratar de Igreja, a da França consegue 35% de confiança e a do Haiti 82%. Nos países europeus, invariavelmente, desponta com maior credibilidade a polícia e as Forças Armadas. Nos latino-americanos, com exceção do Chile e da Venezuela, só Deus salva: a Igreja Católica é a instituição mais confiável para todos as demais países.
Etc - Acesse também a postagem Orkut dá poder de censura à política brasileira: repercussão na blogosfera no Jornalismo e Internet










Comments»
Hum…e a reforma política hein, lá em Brasília estão cheios de vontade de dar mais poderes aos partidos, de tão confiáveis que são(aquele negócio de voto em legenda ).
Mas creio que a figura de “político” também não seria muito bem avaliada no quesito confiança…