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Belo Horizonte decide se comércio aos domingos será mantido (atualizado em 17/04) January 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : economia, política, política/ES , 9 comments

 

O prefeito petista de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, tomou uma decisão que afaga eleitores e surpreende o sindicato dos comerciários de lá. Na semana passada ele vetou o projeto de lei que determinava o fechamento do comércio em Belo Horizonte aos domingos e feriados, com exceção aos domingos que antecedem os dias das mães, dos pais, dos namorados, das crianças e os dois domingos anteriores ao Natal.*

Pimentel preferiu jogar a responsabilidade para a população. A justificativa para o veto é a de que toda a sociedade seja envolvida na discussão do tema. Pelo que informa o site da prefeitura de BH, isso será feito por meio de uma ampla consulta pública no portal da Prefeitura na Internet que terá início no próximo dia cinco de fevereiro. A partir das opiniões da população, segundo o site, o prefeito vai elaborar projeto de lei sobre o funcionamento do comércio e enviá-lo à Câmara Municipal, para que os vereadores tomem uma decisão definitiva sobre a questão.

 

A questão da abertura do comércio aos domingos é resultado de uma Medida Provisória de 1997 que inicialmente só trataria da participação nos lucros e resultados das empresas pelo comerciário. Os sindicatos afirmam que por essa medida “para grande parcela dos comerciários, foi retirado o direito ao descanso semanal, ou na melhor das hipóteses, foi transferido para um dia da semana, dificultando o convívio desses trabalhadores com seus familiares” – o debate é amplo e não é ponto pacífico nem mesmo entre dirigentes lojistas e correlatos.

 

A maior surpresa que aconteceu aqui no ES relacionado ao tema aconteceu em dezembro em São Gabriel da Palha. Em uma cidadezinha roceira de pouco mais de 28 mil habitantes, pela noite, os vereadores aprovaram um projeto que liberava o funcionamento do comércio aos domingos e feriados - em alguns casos o comércio iria abrir às cinco da manhã. O absurdo foi tão grande que, com os protestos que gerou, a decisão foi logo revogada.

 

* ver artigo: Retorno do trabalho - voltando ao século passado

 

Acesse mais

  • 15/04 - Comércio aos domingos em BH deve ser apenas naqueles que antecedem datas festivas/comemorativas 
  • 27/03 - Contracs esclarece que trabalho dos domingos ainda não foi regulamentado.

 

Pra variar, um trecho de Camus January 23, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : catarse , 3 comments

Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?. Camus - O Mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo

Eleitos para o Senado retratariam a mobilidade regional brasileira

Posted by Ezequiel Vieira in : Eleições, política , add a comment

A fluidez e a extrema diversidade que marcam a sociedade brasileira estão bem retratadas no Senado Federal. Ao observar a trajetória pessoal dos parlamentares, verifica-se que muitos deles percorreram variadas regiões do país ao longo da vida. Boa parte dos senadores não se elegeu por seu estado de origem: na atual legislatura, 24 dos 81 senadores - portanto quase um terço da Casa - nasceram em estados diferentes daqueles que representam.

A legislação é clara: embora representante da unidade da federação, o senador pode se candidatar por qualquer lugar do país; ele precisa apenas ter domicílio eleitoral no estado que pretende representar.

O senador Augusto Botelho (PT-RR), por exemplo, nasceu em Vitória (ES), mas foi criado na capital do estado de Roraima, Boa Vista, cidade natal de sua mãe. Alvaro Dias (PSDB-PR) e seu irmão, senador Osmar Dias (PDT-PR), que construíram toda a sua carreira política no Paraná, nasceram em Quatá, no interior de São Paulo.

Texto publicado na Agência Senado - continuação da matéria no mesmo endereço.

“Para onde vai a esquerda?” January 20, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : artigos, mundo afora, política , 1 comment so far

Encontrei esse texto na seção de artigos do site Assessoria Política e acredito que, até certo ponto, possa servir como uma continuidade de dois posts atrás: América Latina - o avanço de qual esquerda estamos falando?

Que matiz de esquerda se distingue nesse lamaçal? Apenas traços quase indistintos de uma ou outra sigla nanica de entonação trotskista. O velho PC do B, do neocristão Aldo Rebelo, não pode mais se classificar como ícone esquerdista. O que se distingue é um espaço central onde as siglas vegetam. Todas elas pregam posições social-democratas como liberdade política, controle social do mercado e organização da sociedade civil. Nada disso, porém, resiste às injunções do patrimonialismo, praga que consome a lavoura partidária. Por isso, ante a pergunta sobre os rumos da esquerda, só há uma resposta: ela caminha para o centrão das conveniências. Até porque o Brasil repele as margens radicais. O perfil do País – extensão territorial, sistemas econômico e tecnológico, infra-estrutura, integração geoeconômica, cultura e organização social – se encaixa numa moldura social-democrata de tom progressista. Coisas como neocomunista ou neofascista se tornam extravagâncias. (more…)

Inverno francês promete altas temperaturas na Política January 19, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : mundo afora, política , 1 comment so far

Enquanto as baixas temperaturas do inverno atingem toda a Europa, na França o clima começa a esquentar com as eleições presidenciais em maio.

Assim, o Polimidia vai acompanhar as principais novidades , discussões e também refletir como o futuro(a) presindente francês(a) poderá interferir na política externa do Brasil.

No momento a pré-candidata Ségolene Royal tenta explicar que não desistiu da presidência como anunciou o blog vedel , segundo informações do jornal francês Le Monde.

Um dos outros candidatos é Nicolas Sarkosy, ministro do Interior do governo Chirac, aquele mesmo que chamou os franceses descendentes de árabes e africanos de “desocupados” em novembro de 2005. Ele é um dos fortes defensores ao combate da imigração ao país.

Mais informações das eleições francesas pelo site de comunicação francês: jelavaisdit.

por Juliana Farias