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Pra variar, um trecho de Camus January 23, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in : catarse , trackback

Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?. Camus - O Mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo

Comments»

1. Juliana - January 25, 2007
Se você estiver usando trechos de Albert Camus. Meu amigo tenho que parabenizá-lo. Este senhor é um gênio da literatura. Simplesmente imperdível ler o “Estrangeiro”. bjs
2. Ezequiel Vieira - January 25, 2007
pois foi o primeiro livro dele q li no começo das férias e q me levou a querer mais, mais, mais…. Apaixonante, simplesmente

pra dizer a verdade, minhas férias nunca foram tao produtivas como agora. Deve ser a sindrome de querer fazer tudo o nao foi feito ao longo do curso heheh

3. Juliana - January 26, 2007
É pode ser. Este período irei ler mais. Lá na ufes, descobri que tem meus livros prediletos sobre a sociedade européia do ´seculo XIX. É simplesmente, maravilhoso. Uma aula de história.

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