Além de lazer a TV desempenha o papel de preencher vazios November 30, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : comunicação, televisão , 1 comment so farTô numa fase de procurar blog sobre blogs, a maior parte do tempo foi estritamente política mesmo, e sem querer acabei achando uma postagem bem legal sobre uma dissertação de mestrado feita lá em Portugal relacionada a novelas Viver telenovelas. Um estudo sobre a recepção (Verónica Policarpo).
Como a dissertação, que agora virou livro, é sobre telenovelas, mesmo em Portugal ou em qualquer lugar que a pesquisa fosse feita, seria impossível não citar o Brasil. A pesquisadora escreve que as novelas brasileiras se caracterizam por:
1) produto que se destina essencialmente a preencher o imaginário do seu público, com a exploração das emoções (rir, chorar)
2) aproxima a especificidade da narrativa ao tempo real do quotidiano
3) diferencia-se das suas congéneres de outras nacionalidades, em termos de:
a) duração (média: seis meses) e estrutura narrativa,
b) com conteúdo sem o retrato fantasista de um mundo perfeito, mas pela representação da vida ordinária e quotidiana, com temas relacionados com política, história do Brasil (caso da novela que analisou), desigualdades sociais
c) qualidade técnica (cenários, acessórios e adereços, filmagens requintadas de exteriores) e de actores e direcção artística. Além disso, a telenovela é “uma forma narrativa, um léxico e uma semântica para [os telespectadores] construirem a sua própria história, a sua própria vida” (p. 125). O relato completo está no blog Industrias Culturais.
a pesquisa de minha orientadora November 29, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : iniciação científica, ufes , 2 commentsA orientadora de meu projeto de pesquisa, Dalva Ramaldes, participa nessa semana do I Congresso Brasileiro de Pesquisadores de Comunicação e Política. O meu subprojeto fez parte de um projeto mais amplo que ela pesquisava junto com a também professora na Ufes, Ruth Reis.
Segue o resumo do projeto que as duas desenvolveram Discursos e deslocamentos de Lula - estratégias da propaganda eleitoral à reeleição: (more…)
O Rei de Inglatorres November 28, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : catarse , add a commentPor esse mesmo dia em 2002 tive uma grande surpresa. Recebi uma ligação do Ministério da Justiça informando que eu era um dos três finalistas para o ‘II Prêmio Denatran de Educação para o Trânsito’ na categoria ensino médio. Era um concurso de redação com “ o objetivo de prestigiar e divulgar idéias e ações voltadas para a convivência civilizada entre pedestres, motoristas e autoridades de trânsito”.
A premiação foi em Brasília em 17 de dezembro do mesmo ano.
Pena que fui e voltei no mesmo dia e não deu pra conhecer a cidade, mas recebi 2 mil reais pela segunda colocação.
Todos esperavam ansiosamente pela visita. Afinal, o famoso rei de Inglatorres visitaria em breve o país. O encontro reuniria representantes de mais de 20 nações, porém a atenção estava voltada para aquele tão jovem e decidido rei.
O príncipe Estevão desde cedo adorava esportes, principalmente os radicais. Esquiar na neve e escalar montanhas eram seus favoritos. Era incrível sua habilidade no que fazia. Não era apenas o primogênito da família. Era também o primeiro em todas as suas realizações. E isso não fazia dele um esnobe, ao contrário, todos adoravam estar em sua companhia.
Seu pai, apesar de uma experiência de mais de trinta anos no reino, sempre o chamava para conversar antes de tomar suas decisões. Às vezes os dois papéis se confundiam.
A família real acordava sempre alegre, e naquele dia os pais de Estevão saíram para uma visita ao país vizinho. Como de costume houve beijos e abraços em todos, mas esses por algum motivo eram especiais, diferentes.
- Que desastre – lamentavam uns.
- Eles eram tão bons – lembravam outros
- Deus quis assim – conformavam-se ainda outros
- Foi culpa do piloto! – esbravejavam os mais exaltados. O avião do rei não…
Era um dos poucos momentos em que a tristeza reinava.
Ao final de sete dias de luto subia ao trono, Estevão II, o Rei de Inglatorres.Para os poucos que ainda duvidavam de sua capacidade para reinar, Estevão logo provou o contrário. Ia a encontros, marcava reuniões, queria participar de tudo. Era o rei “Andarilho”.
E em um desses seus compromissos, havia confirmado para o fim do ano, sua presença em uma Conferência que se realizaria em várias localidades do país vizinho, Brasiléia, para discussão do problema da violência e, em menor importância, da integração do deficiente à sociedade.
Pouco mais de cinco meses para a Conferência, em um momento que era para ser de pura descontração em suas férias, o rei sofre um grave acidente.
Estava escalando, como sempre gostava de fazer, apesar de sua idade. Todos correram para ver o que tinha acontecido. A corda em que escalava havia se rompido enquanto ele estava a poucos metros do chão, porém a queda deixaria marcas: Estevão estava paralítico.
Houve, com isso, uma corrida contra o tempo em Brasiléia, para adaptar as localidades sedes da Conferência às condições físicas do rei, pois o “Andarilho” não havia desistido do compromisso marcado e teimava: “Estou paralítico, mas não estou morto”.
No intervalo de tempo que restava para a Conferência o país passou por uma revolução. Era preciso fazer de tudo para agradar e impressionar a Sua Majestade. O trabalho que não foi feito em toda uma história de nação era realizado naquele curto espaço de tempo.
Os aeroportos passaram por todas as transformações possíveis. Os ônibus passaram a ter elevações em suas portas e lugares exclusivos para os portadores de deficiência. As ruas, mesmo que não fossem visitadas, passaram a ter várias acomodações e sinalizações especiais. Os prédios passaram por uma febre de rampas e tudo o que facilitasse a vida daqueles que antes pareciam não existir. Tudo havia se transformado.Para José, a vida havia se renovado. Agora ele podia sair de casa e ir ao trabalho sozinho sem que para isso dependesse de alguém. Agora ele se sentia valorizado. Agora poderia sair pelas ruas como se não tivesse deficiência alguma. Finalmente, pelo menos nesse país, o deficiente começava a se integrar à sociedade, sem conferencia alguma ainda ter acontecido.
Por fim, Estevão II, ou melhor, os conferencistas, chegam a Brasiléia. Estava aberta a reunião.
Foram apresentadas várias soluções para o problema da violência e o descaso com os deficientes. E quanto a este problema, que passou a ser o foco da reunião, os representantes locais puderam apresentar propostas que se fundamentavam em concretos resultados obtidos. E a principal proposta da reunião era acima de tudo:”QUERER VER RESUL…
BIP-BIPBIP-BIIIIIIIIIIIIP. Seis horas da manhã. O inoportuno despertador fazia seu barulho costumeiro. José, por mais uma noite, havia sonhado. Não havia rei nem conferência alguma, e a realidade o chamava para mais um difícil dia de trabalho, na sua deficiência.
Entrevista: “Toda nova tecnologia exige da sua sociedade um repensar e refazer de sensibilidades”
Posted by Ezequiel Vieira in : entrevistas , add a commentLá pelo 3º período fiz, junto com Juliana Farias, uma entrevista com o doutor em comunicação e professor na Ufba, Jeder Janotti, ex-estudante da Ufes. A idéia de fazer entrevistas com ex-alunos da comunicação partiu do professor Victor Gentilli - para o laboratório de jornalismo impresso que a gente fazia na época. O curioso é que a entrevista era para jornalismo impresso e essa e outras três entrevistas foram feitas por email ou messenger.
Tô resgatando alguns materiais que fiz para a universidade ou não e republicando por aqui. Por ora, segue um desses primeiros resgates:
1.Por que você escolheu fazer jornalismo?
Na época eu tinha duas grandes paixões: a música e a literatura. Descobri que uma boa parte dos autores que li já tinham sido jornalistas. A relação com a música e minha opção por jornalismo está ligado à crítica musical e a relação que existia entre o aprendizado geral das comunicações e a ampliação de meu universo musical. (more…)
o chile e sua pecualiaridade November 25, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : mundo afora, política , 1 comment so farQualquer assunto que envolva a sociedade chilena é motivo de intenção mobilização e debate entre os visitantes e membros do blog coletivo Atina Chile. Os participantes do blog colocaram em discussão um conjunto de propostas como uma possibilidade de se combater à corrupção que se tem por lá - segue um vídeo em que entrevistados chilenos opinam sobre o assunto.
Ainda falta apurar melhor, mas tal como foi por aqui, em alguns blogs se percebe um tom de lamento, sempre ele, por causa das denúncias de corrupção que envolve a subsecretaria de esportes do governo da presidente Michele Bachelet - nada menos de que 754 milhões de dólares teriam sido desviados para projetos inexistentes e financiamento de campanhas em 2005. A própria Bachelet teria montado uma comissão anti-corrupção e que tem até hoje para apresentar o que foi apurado.
O simbolismo que envolve a eleição dela no fim do ano passado também é muito grande. Bachelet é a primeira mulher que o Chile elege para presidente. Além disso ela é divorciada e agnóstica. Tudo isso em uma sociedade de que se tem uma imagem de conservadorismo e religiosidade.
