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Fórum de Comunicação na Ufes discute Redes Virtuais e a Constituição Política do Presente October 14, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : eventos/debates , 5 comments

O Departamento de Comunicação da Ufes realiza, entre os dias 23 a 27 de outubro, o IV Fórum de Comunicação Redes Virtuais e a Constituição Política do Presente. O evento ocorre no auditório do IC II, pela manhã e pela noite. Aberto e gratuito - as inscrições devem ser feitas no site do evento -  o encontro busca debater os efeitos políticos, culturais e econômicos das tecnologias virtuais na produção da vida contemporânea.

A programação vai contar com a participação de pesquisadores de comunicação locais e nacionais. Confira a programação: (more…) via blog do Malini.

* a nossa turma fez a cobertura do III Foco no ano passado quando inauguramos a disciplina de jornalismo digital na Ufes. As postagens podem ser acessadas no blog O Foco da notícia.

um manual pro 2º turno October 13, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : Eleições , 1 comment so far

Restam pouco mais de duas semanas pro segundo turno. No primeiro, muitos afirmaram que o critério principal do voto não deveria ser a comparação entre os governos do PT e do PSDB - pois aí seriam desconsiderados os outros candidatos nanicos. As alternativas, por mais toscas que fossem, tinham que ser apresentadas. Agora que o embate é exclusivo entre esses dois partidos - tem post por aqui que aposta que o embate presidencial vai se dá pela alternância no poder entre PT e PSDB - talvez algumas fontes de informação sejam importantes para decidir o voto: 

1. sobre os debates entre mídia e política: se você pensa inadvertidamente na evidência de certas figuras como “mensaleiro”, “pizzaiolo”, “corrupto”, “ladrão”, “beberrão”, e “comprador de votos”, ou adota chavões como “fora fulano”, deve pensar em ampliar seu âmbito crítico. É o que sugere o livro Mídia: Crise Política e Poder no Brasil (Venicio de Lima); outro livro fundamental é Transformações da política na era da comunicação de massa (Wilson Gomes). Como tendemos a ter a memória curta, começamos a pensar que nunca existiu corrupção no Brasil, tornamo-nos desatentos sobre a economia discursiva dos jornalistas, e consumimos o produto notícia sem cuidado prévio algum.

2. sobre os debates entre mídia e política II: muitos já conhecem, mas existe um documentário da BBC (inédito no Brasil) chamado Muito Além do Cidadão Kane. Mostra a constituição e a influência da Rede Globo sobre a política brasileira, e mesmo, a intervenção em fatos políticos marcantes (como o apoio a Collor e o debate Lula x Collor de 1989). O link acima contém o filme para download. Também no google video.

3. informações atualizadas dia-a-dia: quem costuma assinar RSS/feeds tem um importante instrumento para conferir notícias atualizadas na hora. Uma boa sugestão é assinar por palavra-chave: esse link permite ao usuário assinar o RSS de todas as últimas atualizações do que diz respeito a Lula, numa infinidade de sites, e em várias línguas. Nesse outro link, tudo sobre Alckmin. O recurso utilizado é o do bloglines. Outros feeds: mensalão, sanguessugas, dossier, FHC, corrupção

4. acompanhamento de informações por blogs: muitos blogs apenas repetem opiniões políticas, ou análises da mídia tradicional. Outros são preciosas fontes, de idéias e de links. O blog do Alon dispõe de boas análises de política em uma linguagem cativante e de fácil compreensão; também vale a pena  visitar o blog do Fernando Rodrigues. Tanto em um quanto em outro abundam textos isentos, detalhados, com muitos links e referências - uma outra alternativa mais descontraída é o blog do Sérgio Leo.

livremente inspirado no post do blog Catatau

pesquisa mostra que Lula ganha votos de Buarque e Heloísa Helena October 11, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : Eleições , 1 comment so far

A última pesquisa Datafolha mostra que Lula vai vencendo a batalha com Alckmin pelos votos de Heloísa Helena e Cristovam Buarque.

Há duas razões básicas para isso: o intenso trabalho petista de vincular a imagem de Alckmin a privatizações e cortes orçamentários - dois anátemas para a esquerda e o fato de Alckmin não ter se preocupado em cativar esse eleitorado flutuante durante o debate da Bandeirantes.

Via blog do Alon

uma visão internacional do debate na Band October 9, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : Eleições , 1 comment so far

Clarín: O presidente do Brasil, Lula da Silva, e seu adversário sóciodemocrata, Geraldo Alckmin, trocaram acusações, dados econômicos e ironias durante o debate que protagonizaram esta noite em um canal de televisão paulista com vistas ao segundo turno em 29 de outubro. continua

El Mercurio: Tal como era esperado, os escândalos de corrupção foram o tema central do debate. Os candidatos trocaram acusações de mentirosos, arrogantes, enganadores e superficiais. Também foram mencionados os temas: economia, política externa e social. continua

ElPaís: O presidente Luís Inácio Lula da Silva e o sóciodemocrata Geraldo Alckmin retomaram no debate toda a sujeira da política brasileira dos últimos anos - o confronto foi marcado pela troca de duras acusações. Esse é o primeiro debate a que Lula comparece e ele foi cercado por Alckmin pelos escândalos de corrupção que sacodem o país desde meados de 2005. continua

Então: do ponto de vista televisivo o debate foi perfeito. Parece que desta vez a Band conseguiu apresentar um ensaio do que será o rumo desse segundo turno. As imagens de Alckmin e Lula, postas lado a lado no momento em que um deles perguntava, mostraram, na maior parte do tempo, um Lula irônico num esforço de passar tranqüilidade enquanto Alckmin não conseguia esconder seu nervorsismo em seu tom embativo ensaiando o estilo de Heloísa Helena - o que natural para quem saiu atrás nas pesquisas e não tem nada a perder; já conseguiu muito com seu imponderável segundo turno.

A agenda de campanha do tucano deverá ser mesmo o mantra da corrupção, ao passo que Lula passará o tempo todo fazendo a comparação entre o que é o seu governo e o que seria (ou que foi: 1994-2002) um governo do PSDB/PFL. Os dados de ambos os lados foram apresentados, deixo pra quem tem mais tempo de estrada ou conhecimento do assunto o mérito de avaliar até que ponto são verdadeiros. Aliás, também não adianta dizer que não foi discutido programa de governo. Televisão, debate, sabe? Não foram feitos pra ficar recitando páginas incompreensíveis. Como diria a Ruth, professora de comunicação daqui, esses momentos são mais pra identificar perfis e estilos do que mapear matematicamnte as propostas de cada um.

A opinião da maioria colunistas a quem li até agora é a de que não houve vencedores* - o Reinaldo Azevedo é uma bela exceção, pra quem não conhece, claro. Mas se a comparação com uma corrida de cavalos é recorrente, a impressão que tive foi que Lula venceu pela ponta do nariz - até pela posição que ocupa agora não passou a imagem de desesperado e pôde se colocar na posição de quem foi ao debate para discutir um programa de governo enquanto Alckmin era o despreocupado com o país que insistia em destacar as denúncias de corrupção.

*você ainda não ficou satisfeito com a idéia de empate e ainda quer saber quem foi vencedor? O site da campanha de Lula aposta que foi ele heheh; o blog do Josias defendeu o tucano melhor do que o próprio candidato poderia ter feito. É só acessar!

o PMDB e seu afago fraternal October 6, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : Eleições, política , 3 comments

Ah, PMDB, o que seria de minha vida sem você! Acabo de encontrar no site da Câmara uma notícia que certos comentaristas já contavam os dias pra ler. O líder do PMDB, deputado Wilson Santiago (PB), afirmou que o partido está aberto para negociar com parlamentares eleitos que queiram se filiar à legenda para evitar restrições impostas pela cláusula de barreira. Santiago destacou, no entanto, que não é interesse do partido o inchaço da bancada, com adesões sem critério - e que isso fique bem claro! heheh

A propósito: na aula de ontem, Representação e Comportamento Político, foi destacado as quatro fases pelas quais passa uma organização com ênfase, obviedade da obviedade, para legendas partidárias:

1a fase: acontece aqui uma relação de solidariedade e um nobre ambiente de democratização. A instituição tem pleno domínio sobre o que ocorre dentro dela - “dane-se o mundo! Não renunciamos a nossos princípios!!”

2a fase: começa o período de institucionalização, hierarquização e profissionalização dos cargos distribuídos pela estrutura do partido.

3a fase: os interesses específicos da cúpula partidária começa a entrar em conflito com a ideologia latente da base.

4a fase: etapa em que não se dá pra negar as estratégias de adaptação ao contexto social. O partido nem sempre luta pelos melhores objetivos se isso representar algumrisco a sua sobrevivência. Nessa eleição não existe mais aquele discurso queixatório sobre a ampliação das alianças do preseidente Lula. Houve um convencimento de petistas ? Melhor recategorizar para a palavra converção. Por essa linha inescapável (?), Albernaz, professor da disciplina, opina que o “PT é o Psol amanhã”.