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Como diria Wilson Gomes: mídia, mais um ator em disputa na cena política October 21, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : política , 1 comment so far

Convenhamos, esse 2º turno era imponderável. O cientista político e diretor do instituto de pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra, opina, em entrevista a Paulo Henrique Amorim, que a atuação da mídia ajudou a levar a eleição presidencial para o segundo turno (clique aqui para ouvir). Se não conseguir ouvir, a entrevista está postada no comentário!

Linhares e minha 4ª série October 19, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : cotidiano , 3 comments

1. Hoje comecei a pesquisar sobre a economia de alguns municípios capixabas - Linhares, São Mateus, Colatina e Cachoeiro. A pauta veio da direção de meu estágio e a idéia é fazer um breve relato sobre a realidade de cada região sob o ponto de vista do comércio.

Fiquei impressionado com a organização da página da prefeitura de Linhares - só faltou eu ter encontrado um blog pra ficar babando ainda mais. Claro! Também tem a história de eu ter revisto a praia de Regência - lugar onde fui na 4ª série (1996) depois de minha turma ter vencido uma gincana na escola - na época eu morava em Aracruz.

2. A propósito - como já era de se esperar, o perfil da tucana (no orkut) que arrancou o dedo de uma petista a dentadas virou uma comunidade à parte.

Chico Oliveira, do Psol, declara voto em Lula

Posted by Ezequiel Vieira in : política , add a comment

Neste post, trechos de entrevista do sociólogo Francisco de Oliveira (PSOL) ao site Carta Maior. Mesmo sendo um ácido crítico do PT e do presidente Lula, diz que vai votar no petista neste segundo turno.

O que está em jogo nestas eleições?
Chico Oliveira – Há duas coisas em disputa. Há uma corrida feroz em direção aos fundos que o Estado ainda controla, como os recursos do BNDES e do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). O BNDES é o maior banco de investimentos do mundo e deixa bem para trás o Banco Mundial. O Estado orienta os fundos de pensão. E há disputa pelos benefícios gerados a partir da dívida pública, que beneficiam cerca de 20 mil famílias, segundo pesquisa do professor Márcio Pochmann, da Unicamp. Essas 20 mil famílias lucram com a dívida pública, mas não a gerem. Que gere é o Estado. A diferença maior entre as orientações de Lula e de Alckmin, em termos amplos, é que o segundo promoveria uma privatização acelerada do que resta de ativos em mãos do estado. Lembremo-nos que, segundo os levantamentos de Aloysio Biondi, em dez anos, entre os governos Collor e FHC, privatizou-se cerca de 15% do PIB.
 

Mas não há uma continuidade do projeto do governo FHC na gestão Lula? Qual a disputa real?
CO – A continuidade faz parte da disputa pela hegemonia na sociedade. Se nos lembrarmos da lição gramsciana, hegemonia é 80% consenso e 20% violência. Há um projeto em andamento na sociedade, que atrai os setores do topo e os setores miseráveis e o povão. Se Lula tem esse projeto político na cabeça, trata-se de um gênio político. Eu acho que ele não tem, pois age muito mais por intuição do que por planos pré-definidos. Ele atua levando as práticas do movimento sindical para uma esfera maior. Como se trata de disputa de hegemonia e não de uma revolução, é natural que ele não queira acirrar os ânimos em muitas situações de conflito. Ambos – PT e PSDB - têm projetos capitalistas, mas diferentes em sua forma.

Com tudo isso, por que considerar a possibilidade de se votar em Lula no segundo turno?
CO – Acho que a reeleição é uma nova eleição. Os espaços que tínhamos em 2002, de outra forma, voltam a se apresentar, como a questão das privatizações. Esse era um tema proibido durante o governo Lula e ainda mais na era de FHC. Os que dissentiram foram marginalizados. Por que esse tema volta agora a ser central? Por que se abre uma nova disputa. Por isso, eu considero a possibilidade de se votar em Lula. Várias forças que atuaram dentro do PT voltam a ter chance de disputar esse governo. Estou disposto a voltar a correr esse risco, embora o governo não me agrade, seja capitalista e poderia ter avançado muito mais.

Que mudanças o sr. espera de um futuro governo Lula?
CO - Se depender apenas das forças que apóiam Lula e da dinâmica que ele ganhou em quatro anos, não haverá mudança. Dependerá de nós, de um impulso vindo de fora. Há uma crença arraigada no Brasil de que é nos manches do estado que as coisas se solucionam. Em parte é verdade. Mas para se realizarem mudanças reais é necessário ativar a sociedade civil. Temos de incentivar muita coisa para influir. Não gosto muito de usar a expressão “movimentos sociais”, porque, fora o MST, não sei onde eles estão. Temos literalmente de encher o saco de um segundo mandato de Lula. (…) Mas eu não quero colocar condicionalidades para a votar em Lula, porque ele não vai ligar para isso. Precisamos é de uma pauta para orientar nossa ação.

a apresentação do projeto de pesquisa é amanhã às 14h October 18, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : iniciação científica , 2 comments

Pois é, e o grande dia chegou. Começam hoje as apresentações da Jornada de Iniciação Científica da Ufes. Tive olhando a programação e vi que a minha apresentação vai ser amanhã pela tarde - às 14h no seminário V do CCJE, entre o ED I e o ED II. Fui o único da comunicação que ficou nesse horário em que provavelmente só vai ir os muito interessados ou doutores de plantão! Deixando o choro de lado, amanhã à noite eu posto os tópicos apresentados.

  • Acesse o projeto na íntegra (.doc)

Uma relíquia: um modelo de comunicação do governo capixaba October 16, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : do bastidor ao palco, política/ES , 1 comment so far

“As pessoas estão hoje ávidas por boas notícias, que dêem conta de avanços econômicos e sociais importantes, e tendem a esperar que o Governo seja a principal fonte de informações positivas e reconfortantes. Desinteressada de debates puramente teóricos, a população aspira por fatos concretos e atitudes claras de mudanças de rumos, nas áreas em que julga ainda sem sintonia com os novos tempos.

No Espírito Santo, particularmente, onde os institutos de pesquisa identificam certa perda de auto-estima, a expectativa em relação ao futuro é ainda maior, e a Comunicação Social pode ter papel decisivo no processo de recuperação do sentimento de auto-confiança da população.

Como parâmetro de orientação dos futuros programas, projetos e campanhas de comunicação, propomos que a Superintendência fixe alguns objetivos básicos:

1. fotalecer a auto-estima dos capixabas, através da difusão de grande volume de informações positivas sobre o Estado;

2. consolidar, fora do Estado, a imagem positiva do Espírito Santo e seu povo, já que o conceito externo influencia automaticamente a avaliação do público interno;

3. projetar, nacionalmente, a imagem de que o Espírito Santo vem melhorando seus índices de tranquilidade social e criando um clima favorável de investimentos, com amplas oportunidades para novos negócios;

4. projetar politicamente o Governo do Estado, no plano nacional, contribuindo para ampliar sua influência no processo decisório federal e superar os sentimentos de marginalização que afetam nosso povo”.

- não, esse não é parte do projeto de comunicação do atual governo capixaba. Parece, não é? No sindicato onde comecei a estagiar na semana passada (sindicomerciários), encontrei Um novo modelo de comunicação social para o governo do Estado do Espírito Santo - a caminho de ser jogado no lixo. Não deu pra saber de que data o documento é. Mas pelo estado deplorável, tem pelo menos uns 20 anos. O tom do plano de comunicação como um todo me lembrou muito as editorias de economia de A Gazeta e A Tribuna e o seu discurso de um novo tempo de paz e alegria sob o governo Hartung. Sinal de que a tônica da publicidade governista capixaba vai continuar a mesma por um bom tempo - mérito para quem souber aplicar esse conceito com mais eficiência.