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dos pregadores da morte October 31, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : catarse , add a comment

Meu nome denuncia que minha família já teve os dois pés na igreja. O que ainda conserva hoje é o dedinho mindinho de uma fé não praticante. Lá se vão dois anos desde que uma colega da psicologia quis me provocar dizendo que era para eu ler o famoso, não para mim, Nietzsche. Só agora me interessei com mais cuidado pelo cara e, pelo jeito, ela se deu mal, porque eu acabei gostando do que li.

Depois do blog ficar com cara de conteúdo com as postagens sobre o Foco, a única coisa que pensei pra hoje na intenção de manter um certo nível, foi trazer um dos trechos de que mais gostei quando li Assim Falava Zaratustra. (more…)

depoimentos de um dia eleitoral October 29, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : Eleições , 1 comment so far

Pensei em fazer uma postagem diferente pra hoje. Quando fui votar pela manhã me identifiquei como estudante de jornalismo e saí perguntando até minha seção, na ida e na volta, em quem as pessoas votavam e o porquê desse voto.

Me entusiasmei e, em casa, liguei pra alguns colegas também. O resultado pode ser lido no comentário. Nas duas situações, alguns, não quiseram se identificar, por isso resolvi colocar como padrão apenas a resposta de cada um - o que acredito já ser mais do que válido! (more…)

Esqueça a panfletagem. Potencialize o boca-a-boca! October 28, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : comunicação , 1 comment so far

Qual sua atitude quando te oferecem um panfleto na rua?

Mas como agir diante do cenário em que: uma grande bandeira com sei lá o que escrito é pendurada no Cristo Redentor; uma mensagem com letras garrafais é feita com velas acesas que formam o texto que se deseja passar ou como se comportar diante do maior saco de pipocas do mundo, claro, com o detalhe de alguma logomarca a tiracolo?

O argumento básico de Mr. Manson - o cara que mantém o blog Cocadaboa e que também trabalha na agência Espalhe - é que as pessoas já criaram um filtro natural contra a panfletagem e que é preciso pensar formas novas de abordagem para atrair a atenção do público desejado.

Por aí, é que sai na frente quem for capaz de fazer coisas gigantescas ou inusitadas para gerar a tal da mídia espontânea - tão desejada mas com o código de permissão de acesso pouco entendido.

Não tem nada melhor do que ter alguém que te poupe do trabalho de fazer a sua publicidade. Sim… o bom e velho boca-a-boca! Mais informações da palestra de ontem pela manhã na Ufes podem ser acessadas no blog Em Foco.

Leia o Valor!

Posted by Ezequiel Vieira in : política , add a comment

Depois que passei a fazer clipping do Valor, fiquei apaixonado por ele. É um jornal de bacanas, como diria o Gentilli, (a tônica das matérias é sobre uma economia inacessível a muitas pessoas, o primeiro da lista é este que vos escreve) mas também tem uma linha editorial na cobertura política sobre assuntos não tão evidentes e que considero que está na frente de muito jornalão por aí.

Por essas e outras é que para a eleição de amanhã deixo a indicação da cobertura que o jornal garantiu que fará em tempo real da apuração dos votos e do novo cenário que se faz a partir daí. Além do Valor, há sempre a opção do blog do Alon.

Quanto ao debate de ontem, o que chamou a atenção mesmo foram as regras. A esfinge não foi decifrada e os candidatos ficaram congelados e acabaram devorados por ela. Uma das coisas que mais chamou minha atenção foi o momento em que para os candidatos formular uma nova pergunta com o mesmo tema a que acabou de responder ao eleitor, mas acabou comentando a resposta do adversário. Foi o primeiro debate com quáplica que assisti.

A multidão e a proposta de pensar formas novas de contrapoder October 27, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : eventos/debates, política , add a comment

Deve ser Salomão quem já dizia que não há nada de novo debaixo do sol. As coisas mudam sua forma de apresentação mas a essência que as constituem continua sendo a mesma. Logo lembrei do nobre sábio de 1000 mulheres quando ouvi a designer Bárbara Szaniecki argumentar, no Foco de ontem à noite, que desde os tempos da monarquia - absolutismo coisa e tal - as formas de representação do poder se perpetuam através de uma fórmula estética bem peculiar.

Ela não quis mapear padrões de apresentação, mas frisou que a forma mais recorrente de figuração do poder costuma ser a da figura única vislumbrando algo a frente de todos os demais. Além disso, Bárbara destacou também que sempre há uma incidência de luz muito particular que tem a intenção de passar uma imagem de transcedência.

Isso porque é o conceito de transcedência, na visão proposta na palestra, quem vai sempre constituir e legitimar o poder. E ele age exatamente assim: se exerce de fora e de cima pra baixo e não pretende se colocar em questão. (more…)