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Debate na Ufes discute o sistema prisional capixaba September 12, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : eventos/debates, ufes , add a comment

Agora que virei catador de cartazes pela universidade, segue mais um debate marcado para a próxima sexta-feira (15/09) - Mídia, Direitos Humanos e a situação prisional no Espírito Santo. Os debatedores serão:

*Isabela Lacerda - militante da Pastoral Carcerária

*Ines Simon Ferrira - diretora do Sindicato de Jornalistas de Vitória

*Marcos Monteiro - editor de polícia do jornal A Gazeta

*Júlio Pompeu - integrante do Núcleo de Estudos sobre Violencia, Segurança Pública e Direitos Humanos da Ufes (NEVI/Ufes) - mediador. O debate será no auditório do IC IV äs 19h.

11 de setembro September 11, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : cotidiano, política , 1 comment so far

“A mídia não era o alvo. Era o objetivo. Precisava ser acionada e explorada ao máximo. Para magnificar. O terror funciona para aterrorizar e sem divulgação não há terror. Matar é secundário, o terrorista precisa intimidar. Pela irradiação do medo obtém efeito maior: mata a capacidade de reação da sociedade. Os dezoito minutos de diferença entre os choques nas duas torres do WTC indicam que os terroristas contavam com a agilidade da mídia americana para flagrar em toda a extensão o segundo abalroamento e os dois desabamentos. Foram recompensados.” continua na edição de 19 de setembro de 2001 do Observatório da Imprensa.

Segue também relatos que brasileiros que moram nos EUA fizeram em seus blogs hoje

Convivendo com o 11/09 - “Logo que chegamos aqui, recebemos esse folheto que é um guia para a preparação para uma emergência, editado pelo nosso “county” (região do estado). O folheto explica o que é bioterrorismo, dá números de telefones onde podemos buscar informações e números de emergência. Também explica como se preparar para um ataque”. continua

Madrugando - “aqui em NY sao 5 anos daquele dia triste. Não sei se teria coragem de trabalhar naqueles predios q eles supoem construir. Muitos americanos dizem q nao. O q posso dizer é q passar ali, onde tudo aconteceu é triste. Eu nao gosto de sair por ali no metro”. continua

Jornalismo na era digital: “quem sou, pra onde vou?” September 8, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : jornalismo , add a comment

Via blog Atina Chile encontro uma postagem bem completa com mais uma daquelas análises sobre que rumos tomará a imprensa com a era digital. Vamos a algumas hipóteses:

A imprensa tradicional se manterá: o jornalismo impresso sobreviverá, mas como um produto específico e elitista. O futuro é digital, mas a diferença não é uma simples mudança de suporte. É uma mudança estrtural que não ocorria desde o aparecimento da imprensa popular no final do século XIX. A questão é saber onde está o conteúdo informativo e qual seu processo, fonte e atores.

A informação e o novo campo de debate agora está na internet: o futuro é digital, móvel, audivisual, mas sobretudo, também é muito mais crítico e rizomático - mercado de nichos e não de grande consumo. A nova plataforma de informação obriga a abertura de um espaço de participação e interação com os leitores - não só ouvir o que eles têm a dizer mas também agregá-los na elaboração da notícia.

O importante é que a notícia, a informação e o debate não está mais restrito à imprensa tradicional. A democratização da informação que os blogs eo periodismo 3.0 tem multiplicado o número de fontes. “La audiencia tiene más sitios interesantes donde informarse y contrastar opiniones.” Se a sociedade e o poder estão em constante reconfiguração, por que o formato do jornalismo continuaria o mesmo?

Independência ou Morte! September 6, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : cotidiano , 3 comments

Gabriely 

Às vésperas de um momento sublime como a comemoração do dia da independência, fico pensando até que ponto esta data é válida. Uma primeira idéia que surge é ter aquele dia para se pensar e refletir sobre o nosso cotidiano.

Quando éramos apenas crianças, 7 de setembro marcava o dia do desfile. Todos uniformizados, com o hino nacional decorado na ponta da língua, roupas impecáveis, uma fila que nunca antes era respeitada. No bairro onde morava, o feriado era de fato motivo de comemoração.Esta era a oportunidade perfeita de todos mostrarem sua performance como cidadãos legítimos e honrados.
Passamos por revoluções, torturas, massacres, preconceitos e o que ficou decidido? A quem coube determinar justiça, ética?

Ao longo dos anos, as variadas mídias buscam nos informar dos acontecimentos e tal. Só tragédias, escândalos e poucas sanções a tamanha impunidade e porque não dizer falta de respeito a nós, que tentamos honrar nossos compromissos e contratos sociais.

Penso que este dia é um mecanismo de iludir a um falso nacionalismo, patriotismo, orgulho só visto em copas do mundo; pois nem para os outros esportes nos vangloriamos tanto. Só aceitamos ser os primeiros, contudo nada é feito para conquistar tal primeiridade ou secundidade. São esforços isolados de mudança.

O interessante é pensar, quanto mais conectados estamos pela rede mundial das infovias, mas distantes da nossa realidade local nos encontramos. Buscar respostas já é uma tentativa de mudança?

Elitizada, a campanha pelo voto nulo não emplacou

Posted by Ezequiel Vieira in : política , 4 comments

O Fernando Rodrigues trouxe hoje uma postagem sobre o tal do voto nulo 50% dos votos nulos não anulam a eleição, diz Marco Aurélio, do TSE - assunto que já foi tratado por aqui em março.

Acabou um dos mitos mais recorrentes na internet durante o atual processo eleitoral: o de que 50% ou mais dos votos nulos dados pelos eleitores anulariam o pleito sendo necessária a convocação de nova votação. É quase impossível encontrar alguém que não tenha recebido o spam da campanha que divulga essa lenda. Pois o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, diz que essa determinação não existe na lei, não está na Constituição e há até uma decisão recente da Corte (de agosto último) falando exatamente o oposto.”

Vendo as comunidades do orkut dedicadas ao voto nulo, se nota que a maioria surgiu depois das denúncias de corrupção no governo petista. É como se as pessoas tivessem ficado órfãos de sua única esperança de salvação. É impossivel encontrar exemplos de governos puramente íntegros. E se a esperança das pessoas acabou pelo que vimos em 2005, azar o delas por acreditarem em mágica ou em algum redentor.

Em uma visão, digamos assim, fria, os escândalos no governo Lula não é maior do que houve em outros governos. Olhando aqui e ali, em movimentação financeira, o escândalo não se compara ao que houve nas eras Collor e FHC. E há ainda a lembrança de um outro fato: Vargas foi colocado no poder com uma plataforma de esquerda e governou para a direita, caminhando também em direção ao fascismo. Se é pra se escandalizar, vamos então a um contexto mais amplo. Ainda falta muito chão pela frente, mas o projeto de pesquisa ajudou bastante nesse sentido de fazer separação entre o que é realidade e daquilo que não passa de mero discurso mesmo.

Etc: do blog do Sérgio Leo - Onde fica a esquerda?
“O comentrário do Rossi toca, de leve, em um problema que é, de fato, a maior deficiência da esquerda (e um brevê contra as utopias do Piçol, o partido da senadora): esquerdista que prometa chegar ao poder para fazer um governo diferente dos comandados por políticos tradicionais só tem chance de cumprir a promessa se for eleito a partir de um amplo, consistente e consciente movimento de massas.” continua