O sistema partidário falido do ES interessa aos governadores, afirma cientista político September 26, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : eventos/debates, política, ufes , trackbackSe de um lado Fabiano Santos argumenta que o sistema partidário nacional possui uma lógica estruturada em torno de blocos de centro-esquerda, centro e centro-direita, pelo mesmo raciocínio, André Pereira constata que essa organização ideológica não se repete no Espírito Santo e avalia esse cenário como sendo “muito grave”.
Na palestra da última sexta na Ufes, Democracia e Eleições: o processo eleitoral 2006, Pereira retomou com mais detalhes o que já havia apresentado quando participou da mesa com Santos há duas semanas: “o sistema partidário capixaba não é só multipartidário, o que em si já é um problema, como também é desestruturado do ponto de vista de sua esquematização em blocos ideológicos”.
Pereira defendeu a tese de que a história política recente do estado é caracterizada por dois graves problemas de fundo. O primeiro seria a incapacidade do poder executivo em gerenciar a máquina pública com competência e implementar políticas públicas significativas. O segundo ponto considerado seria a inabilidade do legislativo para conseguir agregar e representar os interesses radicados na sociedade.
“O que me preocupa é que o governo melhorou do ponto de vista da governança, mas que o sistema partidário continue ruim. Conseqüentemente são mínimas a capacidade de representação do poder legislativo e a de debater com o governo as alternativas para os problemas sociais - a questão da segurança é só o caso mais evidente”.
Ps.: ainda não aprendi a anexar arquivo pelo wordpress, então a postagem continua no Politextos.

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