Uma eleição sem partidos August 30, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : Eleições, política , trackbackDe Olho no Voto: programa de meia hora apresentado na TV Cultura por Herodóto Barbeiro de segunda a sexta a partir das 19h50. O debate de ontem foi sobre o sumiço das legendas partidárias do horário eleitoral. Uma das distorções do sistema político brasileiro seria a superpersonalização dos candidatos em detrimento dos partidos e das idéias que eles defendem ou deveriam defender.
Uma das conseqüências mais destacadas é que não é mais o candidato quem pertence ao partido mas é a sigla partidária quem fica dependente do candidato. O exemplo clássico citado no programa é o caso de Lula. Enquanto ele planeja o que fazer depois que sair da presidência em 2010, a maioria dos demais candidatos petistas ainda penam para emplacarem suas candidaturas.
Um outro aspecto mencionado foi a despolitização da disputa eleitoral. Não sei dizer se isso aconteceu nas eleições anteriores, mas o que se verifica agora é a dificuldade em se identificar ideologias por trás dos programas de governo. Eles estariam sofrendo um processo de nivelamento e a identificação ou não com as propostas ficaria dependente do carisma de quem as apresenta. Claro que não é tão esquemático assim. É aquela velha história de que influencia mas não determina.
Também foi lembrada a suavização do discurso de Heloísa Helena quando ela percebeu seu crescimento nas pesquisas. Ela passou a dizer que vai respeitar acordos, contratos, a constituição (…) e que uma coisa é um plano estratégico traçado pelo partido e que outra completamente diferente é o plano de governo na hipótese de ela ser eleita.














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O que seria um partido neste país/ Seria um grupo de pessoas com pensamentos convergentes que “lutam” por uma ideologia, um projeto para melhorar a realidade? Ou apenas uma plataforma, ou um rótulo que pode ser invariavelnmete trocado em momentos de crise? Ou até um lugar para ser escolhido pela facilidade de ser eleito por causa das proporções de legendas?
Bem, eu disse mais de uma coisa, mas o que fica é o seguinte, o nome já diz, é PARTIDO. Se fosse INTEIRO seria bem diferente… Utopias à parte, niilista como sempre.
Gabriely (se eu não posto, pelo menos eu comento)