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115383904996374789 July 25, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : política , trackback

Em 98, a eleição começou a se decidir quando Fernando Henrique obteve do Congresso a aprovação de sua própria reeleição, e arrastou-se por uma campanha pouco inspirada, que também se valeu da crise econômica internacional para construir a imagem do presidente como um condutor confiável, conhecido, para inevitável turbulência econômica que já se evidenciava. Então, o único candidato realmente preparado para assumir a presidência não seria outro senão o próprio FHC. O Brasil não poderia se dar o luxo de discutir as propostas dos candidatos.

Finalmente, o cenário de 2002 seria marcado por um eleitorado descontente, assustado com o desemprego e com a violência (sente algo diferente?). O mote da eleição do sucessor do mal avaliado FHC haveria de ser a mudança. Adivinha quem seria o candidato que melhor capitalizaria esse desejo do novo?

Pois bem, na avaliação de Rubim por trás da redescoberta das eleições estava a tentativa de impedir que o Lulalá se concretizasse. Teoria da conspiração? Duvido. Até porque tenho resistência em acreditar nisso. Mas é curioso como aconteceu tantas entrevistas, matérias, debates etc etc. Nesse amplo espaço de discussão não estaria, em si, um amadurecimento da democracia, mas esconderia um preconceito de classe dedicado a questionar o crescente favoritismo para que um ex-operário chegasse à presidência. E agora, o enredo seria o mesmo?

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