Revolução Francesa à brasileira April 20, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : mundo afora, política , trackbackEm menos de um ano pudemos acompanhar pelos meios de comunicação algumas manifestações em território francês. Um tumultuadíssimo movimento dos jovens descendentes de imigrantes, que para fazer suas vozes serem ouvidas iniciaram uma sequencia de incendios em carros por todo o país e despertaram a atenção do resto do globo. Houve até quem relacionasse com o Maio de 68, mas não era bem esse o exemplo mais parecido. Talvez fosse um acontecimento singular, fruto da intensa imigração, dantes bem-quista pelos franceses, mas agora abominda pela neo-xenofobia criada a partir da falência do emprego, não só lá na Europa como em todo o resto do mundo.Contudo, não era (só) sobre isso que eu gostaria de falar. O que me motivou neste post foi a revolução provocada pelos jovens devido à “inteligentíssima” Lei do Primeiro Emprego. Esta lei causou um rebuliço, que agora sim pode parecer com o Maio de 68. E tanto foi feito que houve resultados: A lei foi revogada. Vitória do povo francês, vitória da tradição francesa revolucionária.
Segundo um artigo de Alberto Dines, nós brasileiros apesar de nossa aparência americanizada quanto ao consumo, somos metidos a franceses quando se fala de “cultura”. A nossa tradição de pensamento é francesa e tentamos imitá-los em assuntos políticos, vide os exilados durante a Ditadura Militar. Mas, será que nós seguimos esse exemplo à risca? Nós tivemos revoluções de fato?
Dois “movimentos revolucionários” que me lembro neste momento são a Independência (que não passou de um joguete, afinal ser independente para continuar monarquia? E com o mesmo que seria Rei se tudo continuasse como estivesse?) e o Impeachment (outra jogada mediada pela TV Globo, que não viu muitas “vantagens no candidatop que tinha escolhido e elegido, o Collor).
Creio que apesar de arrotarmos a Revolução francesa, comemos o arroz com feijão do Coronelismo eleitoreiro. Até quando?
Dizem que não há revolução sem violência… Vamos continuar apanhado sem revidar?














Comments»
Bjos, Gabriely
as custas da exploraçao dos imigrantes…
mas os imigrantes mostraram q cansaram da marginalizaçao.. e ai como faz?
é preciso reformar
vixe! mas a classe estudantil é politizada e nao quer abrir mao de seus direitos trabalhistas
e agora? q sinuca de bico…
q lindo!!! mas q contradiçao…
ou abre as pernas logo pro sistema ou propoe algo diferente (uma revoluçao?)
pq no meio termo fica complicado… fica dificil se sustentar a longo prazo
Eu encontrei o codigo em html na pagina do interney, coloquei no lugar que estava descrito, mas não deu certo.
com certeza devo estar fazendo algo errado, mas leio e releio as instruções e não consigo achar a falha.
mas valeu pela inteção de ajudar!
parabéns pelo blog! cada dia melhor…
mto bom o texto!Principalemte o ” arrotarmos a Revolução francesa, comemos o arroz com feijão do Coronelismo eleitoreiro.”
ate mais
bjos
É inadmissível, que um homem após ter dado um golpe eleitoral ao prometer
mundos e fundos e não ter cumprido suas promessas, já deveria ter sido
afastado da gestão pública. E o mais grave é que este homem (Lula),
aproveitou-se do poder para instalar uma quadrilha para assaltar os cofres
públicos e institucionalizar a imoralidade como preceitos da democracia. Não
bastando, ainda apresenta interesses em continuar essa prática por mais
quatro anos…Não podemos nos considerar culpados, porque a origem desse
esgoto a céu aberto é decorrente da falta de um poder judiciário
constitucionalmente desvinculado do poder executivo…Ora, nas primeiras
denúncias contra esse governo, os representantes do judiciário (Nelson
Jobim, Vidigal e ….) saíram imediatamente na proteção do governo e em
todos os outros momentos ‘eles’ expediram liminares para proteger os
denunciados (para que não falassem contra o governo). Então, nós sabemos que
a função principal do judiciário é fiscalizar os poderes e aplicar as
penalidades cabíveis à cada caso. Portanto, o que temos visto é o governo
praticando todas as irregularidades que bem entende e fortemente apoiado
pelo poder judiciário (complacente, omisso e conivente).
Por estarmos vivendo uma situação inversa da lógica, sugiro aqui que soltem
todos os presos (das delegacias e dos presídios), porque justo será fazer
justiça indistintamente à quem pratica(ar) algo contrário às nossas leis.
Prof. Carlos Pinheiro