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Ética, Poder e Dinheiro na Sociedade do “coletivo individualizado” April 17, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : política , trackback

por Gabriely Sant’Ana [gabrielysc@hotmail.com] 

Até que ponto o dinheiro supera os valores na nossa sociedade? Sei que esta é uma pergunta praticamente impossível de ser respondida, pois remete a questões éticas, filosóficas, metafísicas e quem sabe afetivas. Porém foi essa a pergunta que me fiz ao ler esta matéria da folha on line que reportava a iniciativa do caseiro mais famoso do Brasil de processar a Caixa e a Revista Época em mais de 62 mil salários mínimos (aproximadamente 17 milhões de reais). É óbvio que quebrar o sigilo bancário e familiar de uma pessoa aparentemente simples é algo nojento, doentio e indesculpável (isto porque não tinha sido pedido previamente pela “Justiça”). Quando Francenildo Costa apareceu na mídia um dos qualificativos mais utilizados para ele foi “humilde”, contudo exigir tal quantia é um exagero.Não se pode portanto, confundir os conceitos de quem é humilde e quem é pobre. Esse é um dos erros da mídia: usar adjetivos ou outras palavras mais bonitas, mas sem saber ou refletir sobre seu real significado. Estaria eu fazendo juízos de valor? pode ser que sim, afinal estou em um blog que dá essa liberdade. O jornalismo deve fazer juízos de valor? Aí é que a coisa fica complicada… jogos de interesses sempre existirão nas grandes empresas de Comunicação, não podemos ser hipócritas a ponto de negar isso.Tudo o que foi dito até agora serve apenas para constatar que estamos mesmo numa crise que vai além da Política. Queremos sempre nos dar bem, mesmo que isso prejudique o outro ou o coletivo. Coletivo? Se estamos na sociedade do individual, pra quê pensar nisso? Um outro exemplo seria o debate sobre cotas que está começando a se formar na Ufes. Digo começando porque, apesar de ter sumido das pautas dos telejornais, colocou em foco a discussão da Universidade na sociedade. Ela serve para emancipação ou para aumentar a segregação sócio-econômica-racial que vivemos?

Será que é a isso que nos resumimos: Lucrar às custas dos outros?

Não defendo os que serão processados por Francenildo (longe de mim fazer tal coisa, pois eles são “culpados”). Mas um pensamento foi levando a outro, e é nesse turbilhão em que me envolvo. Um turbilhão que está virando um veradeiro poço de areia movediça.

Comments»

1. leticia goncalves - April 18, 2006
Tb não querendo defender os indefensáveis…afinal quebrar sigilo bancário sem autorização é mesmo crime…

(aliás, parece q virou até crime hediondo… q q não se faz em ano d eleição…a “oposição” derrubou até o ministro preferido deles…)

Mas o Francenildo…

Pode até ser q eu esteja enganada(isso acontece até mais vezes d que eu gostaria…), mas até agora fico aki pensando…q coincidência essa d ter um pai rico justo qdo um monte d políticos daria um braço p conseguir um depoimento desses…

Qto aos milhões aí da indenização, tb naum sei naum…

Mas tá, vá lá, vai ver o cara só tá querendo chamar a atenção, talvez ele só queira uns minutos d fama e como viu q poderia cair nos eskecimento,resolveu pedir uma grana exorbitante, assim ele chama a atenção da imprensa…

Acho q o alvo principal dele msm é ser convidado de honra p próximo Big Brother…

Mais uma vez, é claro, posso estar enganada…

Q tal a Casa dos Artistas…

Ah, chega d ficar dando palpite…q isso ainda pode render processo…


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