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Solução para os presídios capixabas April 11, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , trackback
Após assistir a entrevista de Suzane von Richthofen no Fantástico e acompanhar a repercussão dada pela mídia sobre o caso, finalmente descobri a solução para a grande quantidade de presidiários no Espírito Santo.

Segundo a matéria “Suzane é transferida para penitenciária na zona norte de SP” publicada ontem no site da Folha, Suzane foi levada para um presídio que abriga 1307 presidiárias, enquanto a sua capacidade é de 2400 presas. A matéria ainda diz que ela ficará em cela separada até que possa ser reintegrada à população da unidade.

Se uma pessoa tão equilibrada quanto Suzane terá direito a uma cela separada, para ficar em regime de observação, os presidiários capixabas merecem ter celas privativas com ar condicionado e tv à cabo.

Em que uma pessoa que arquiteta a morte dos próprios pais se difere dos presos capixabas? Ou melhor, daqueles que se encontram nas cadeias brasileiras? Ninguém está aqui para defender aqueles que cometem crimes, mas há de se convir que existem crimes e CRIMES. As pesquisas estão aí e comprovam que mais da metade dos que estão presos hoje em dia, o fizeram por desespero, por não ter o que comer ou o sustento para sua família.

A proposta está lançada. Façamos um intercâmbio: tragam-na para cá, para viver em um dos presídios capixabas e retirem alguns dos presos das celas superlotadas e mandem para lá.

Comments»

1. Elaine Dal Gobbo - April 12, 2006
Acho que a questão do sistema carcerário no Brasil é extremamente complexa. Cadeias superlotadas, pessoas que já cumpriram pena mas continuam presas, enfim, são inúmeros problemas e não dá para falar de todos. Na minha experiência visitando presídios por meio da Pastoral Carcerária, cheguei a conhecer o DPJ de Jardim América e o Mosesp, em Viana. Era perceptível que a grande maioria daqueles detentos eram pobres. Conversando com as suas famílias, víamos que eram pessoas simples, sem instrução, que vinham de lugares distantes para visitar seus entes queridos na prisão. Cheguei a conversar com ex detentos. Aqueles que tinham dinheiro falaram o seguinte para mim: “cometi o crime, mas paguei caro para um advogado e consegui ficar livre”. Enquanto isso, a maioria dos visitantes desses presídios mal sabiam o que é a defensoria pública, tiravam dinheiro de onde não tinha para pagar advogado pilantra que se aproveitava da falta de informação dessas pessoas, recebia o dinheiro e simplesmente sumia. Muitos presidiários me disseram que estavam naquele local por causa de pequenos assaltos e furtos, mas que lá dentro é que aprenderam bastante coisa, que aquele lugar é uma verdadeira escola para o crime. E os policiais? espancavam pessoas para confessar crimes, davam em cima das mulheres que iam visitar os detentos, dentre outros absurdos.Contudo, essa relidade não é somente no ES, e sim, em todo o país.Questionar as regalias que a Suzane tem é importante, falar sobre a gravidade do crime que cometeu e compará - lo a outros menos graves e punidos com maior rigor é essencial. Entretanto, a solução para o problema é muito mais complexa do que podemos imaginar e não passa por uma simples troca de detentos entre presídios. Creio também que é um equívoco afirmar que no ES não tem presidiários que não cometeram crime igual ou mais grave do que o de Suzane (não estou defendendo a Suzane), pois tem sim, não tem somente filho que mata os pais, mas também, pais que matam os filhos. Outra questão que eu gostaria de levantar: e aquela lei que garante cela especial para quem tem curso superior? Certa vez um conhecido meu argumentou que é para incentivar os estudos e mostrar a importância do ensino superior. Pelo amor de Deus!! Ninguém cursa uma faculdade para garantir uma cela especial caso cometa um crime futuramente. Além disso, coloca - se em primeiro plano a instrução de quem cometeu o crime, e não a gravidade do delito. Vou mais a fundo, só tem esse tipo de tratamento quem teve OPORTUNIDADE de estudar, ou seja, a minoria da população. Cabendo a maioria sem OPORTUNIDADE uma vaguinha na sarjeta. É como se dissessem: “eles já estão no fundo do poço mesmo, se descer mais um pouquinho não fará a mínima diferença”.

Elaine Dal Gobbo. Sexto período de jornalismo.

2. Juliana de Farias - April 12, 2006
Querida Amanda, o caso da Suzane é muito complexo. Ela tem regalias por ser rica, esperta e friamente clculista em suas ações. Da mesma maneira que ela tem tratamento especial, muitos outros também pelo fato de imporem suas condições e privilégios.
Quanto aos presidios do nosso país, bem eu acredito mesmo que seja uma escola para o crime. Este espaço deveria ser organizado de modo que os detentos produzissem para se sustentar e ajudar a própria família.
Acho um absurdo o Estado ter que se preocupar em investir fortunas em presídios quando deixa de investir em segurança pública.O alckmim eé um exemplo claro disso, construi vários presídios pelo interior de São Paulo e trouxe mais problemas e inseguranças as cidades que antes tinham índices menores de violência.
Concordo com a elaine, existem casos no Estado sim tão graves quanto os dela. Talvez não fiquem tão em voga, pois Suzane vemd e uma família rica de Sâo Paulo e constriu todo o cenário da morte dos pais como um jogo de quebra cabeças. Por isso o choque e o sensacionalismo tenham sido bem mais enfáticos

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