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A verticalização partidária foi mantida March 3, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , 4 comments

Ao contrário do que ficou subtendido no post fim da verticalização partidária: alguma surpresa? (26/01), as alianças que os partidos fizerem em nível nacional, em tese, também valerão para os estados.

A votação feita no final de janeiro aconteceu no congresso e para valer já nas eleições deste ano deveria também passar pelo Tribunal Superior Eleitoral, coisa que não aconteceu. O site do TSE divulgou hoje a decisão de que a verticalização partidária será mantida.

No fundo, isso não fará grande diferença. Se fosse decidido pelo fim da verticalização só seria formalizado uma prática corrente e que passaria a ser praticada sem maiores pudores.

Leia também Fidelidade partidária: por que não temos? e Fim da verticalização é retrocesso

Justiça colombiana: de perto, ninguém é normal

Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , add a comment

Valentina diz em seu blog Realidades Colombianas que o contraste existente no modo como a justiça age por lá não se repete em nenhum outro lugar do mundo. Claro, ela usou força de expressão. Mas não custa nada entender o porquê.

A jornalista se revolta com o fato de que, enquanto um homem foi condenado a 4 anos de cadeia por ter passado a mão numa mulher, um pai que abandonou o filho recém-nascido foi solto logo depois de dar depoimento.”¿Cómo puede ser posible que abandonar un bebé, violando todos los derechos del niño, no tenga castigo penal, social o moral? Pero, es así.”

Talvez a revolta de Valentina com a justiça aumentasse ainda mais se ela soubesse o que se passou pelo Brasil no mês passado. O coronel Ubiratan Guimarães foi solto mesmo tendo sido condenado a 632 anos de cadeia sob a acusação de ter comandado o massacre de 111 presos na extinta Casa de Detenção do Carandiru em 1992.

Pelo que se vê, de perto, nada é normal e ainda pode ser pior do que o vizinho.

Veja também a notícia publicada pelo CMI Brasil:

Em 2003, o coronel Ubiratan Guimarães foi eleito Deputado Estadual em São Paulo, pelo PPB (partido de Paulo Maluf). Seu material de campanha destacava o 111 de seu número como candidato, 11.190. Por causa da eleição, ele ganhou direito a um foro privilegiado dentro do Tribunal de Justiça.

Imagem: blog Realidades Colombianas