Eleições 2006: a quem o vencedor prestará contas? March 29, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , trackback
O Política para Políticos essa semana concluiu uma série de artigos em que se fez um panorama sobre como funciona os grupos de pressão nas decisões políticas. O site destaca que as legendas partidárias se propõem a conquistar o poder formal enquanto que o objetivo dos grupos de pressão é o de influir nas decisões, seja para promover interesses particulares, seja para evitar que decisões que os contrariem sejam tomadas.
Uma maneira clássica de usar esse poder informal é pelo financiamento de campanha. Isso não quer dizer que se o candidato for eleito inevitavelmente ele será fantoche de quem o financiou. Mas as decisões que forem tomadas devem ser pontualmente avaliadas pelo eleitor, uma vez que podem significar um comprometimento da atividade política que desconsidera o público e privilegia o interesse privado - fato muito mais freqüente do que seria o aceitável (?).
No post campanha: quem paga? (publicado no POLIMIDIA em 18/10/05) há um balanço sobre quais são os 7 interesses de uma empresa quando ela se presta a financiar um candidato. O tópico me ajuda, vai destaca o seguinte exemplo:
“é a contribuição defensiva. São empresas ou entidades enroladas, ou alvos potenciais de uma investigação. Exemplo: a Confederação Brasileira de Futebol doou mais de 1 milhão para formar a “bancada da bola” - que, por sua vez, sempre defende a CBF das suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro”
Pois bem, li neste site que agora os candidatos terão que divulgar na internet as doações recebidas para suas campanhas. Isso terá que ser feito, segundo a lei, de 30 em 30 dias, a partir de 6 de agosto. É esperar pra ver.
Imagem: site Corema

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