A hora e a vez de Márcio Thomaz Bastos February 11, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , add a commentNo ano passado li um artigo em que havia a afirmação de que o homem forte do governo Lula não era nem Dirceu - agora cassado - nem Antônio Palocci, por mais importantes que eles possam parecer.
Segundo o comentário, não me lembro de quem, é um erro mirar em Dirceu e Palocci e se esquecerem de Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça. Esse sim seria o homem forte do governo.
Parece que já perceberam isso. O PSDB e o PFL exigem que o ministro compareça à CPI dos Correios para depor sobre a chamada Lista de Furnas. Isso porque seria de responsabilidade dele verificar a autenticidade e autoria de uma lista de nomes de deputados que teriam recebido dinheiro de Furnas. E ele já teria afirmado pelos bastidores que essa tal lista é falsa.
É difícil acreditar que Bastos compareça para depor. E se comparecer é muito difícil que ele diga que essa lista é falsa. Um dos apoios da recuperação de Lula nas pesquisas é a exploração de que tucanos e pefelistas também se corromperam e de que no fundo, somos todos iguais - erramos mas fazemos.
Acesse a relação do Caixa dois tucano - FURNAS
a crise política e a 26ª lei do poder February 8, 2006
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Finalmente comecei a ler um livro que me emprestaram há mais de um ano, As 48 leis do Poder. Não resisti e tive que transcrever um trecho que combina muito bem com o nosso presidente que sempre afirma não saber de nada sobre os envolvidos na crise política que há muito tempo já perdeu o fôlego:
Lei 26: Mantenha as mãos limpas
Você deve parecer um modelo de civilidade e eficiência: suas mãos não se sujam com erros e atos desagradáveis. Mantenha essa aparência impecável fazendo os outros de joguete e bode expiatório para disfarçar a sua participação.
É importante que você continue sendo a vítima, o pobre líder traído pela incompetência dos que o cercam. Se o bode expiatório for fraco demais e o seu castigo for muito cruel, o tiro pode sair pela culatra. Às vezes você deve encontrar um bode expiatório mais poderoso - que a longo prazo desperte menos simpatia.
Seguindo esta tendência, a história tem demonstrado várias vezes que vale a pena usar um associado próximo como bode expiatório. Isto é conhecido como a “queda do favorito”. A maioria dos reis deve ter um favorito pessoal na corte, um homem a quem eles distinguiam dos outros, às vezes sem motivo aparente, e cobriam de favores e atenção. Mas este favorito podia servir como um conveniente bode expiatório se a reputação do rei se visse ameaçada. O público facilmente acreditaria na culpa do bode expiatório - por o rei sacrificaria o seu favorito, se ele não fosse culpado? E os outros cortesãos, já ressentidos com o favorito, se alegrariam com a sua queda.
Pra variar, uma charge February 7, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , add a commentEssa charge é do JB Online de hoje
o que ajuda a entender a recuperação de Lula nas pesquisas February 6, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : política , 1 comment so farHá quem duvide de pesquisas, principalmente quando o resultado apresenta números desfavoráveis às suas expectativas. Por outro lado, um bom número também acredita nelas, ficando muito satisfeito quando, entre uma dança e outra, os números dão um vislumbre de vitória.
Enquanto o site do PT traz com muita satisfação a notícia de que a aprovação do governo Lula cresceu 8 pontos percentuais - segundo pesquisa do Datafolha - o PFL veio com a chamada de que a pesquisa mostrou um Lula irrecuperável e apresenta três explicações para isso:
1 – O noticiário sobre a convocação extraordinária do Congresso;
2 – A falta de emoções novas das CPIs;
3 – A intensa propaganda oficial, que o manteve sozinho em cartaz na TV.
Apesar do adjetivo “irrecuperável”, essas explicações são válidas e só vem a somar ao que o jornalista Luiz Coutinho escreveu em seu blog Sr. Parlamentar:
“Em sua tradução mais cruel, a pesquisa Datafolha significa o seguinte: a maioria do povo brasileiro está se lixando para a ética na política. Este povo, usado como boi de piranha para a demagogia de milhares de políticos e também como bucha de canhão da mídia impressa, falada, televisada e blogada, não está nem aí para o escândalo que envolveu o coração do governo e as entranhas do Congresso Nacional.”
quer ter visibilidade política? um modo bem visado é ser inquisidor de CPI February 3, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in : política , 1 comment so farO que é necessário para se criar uma CPI? Por que será que elas, antes mesmo de começarem, têm cheiro de pizza? A resposta para a última pergunta parece ser bem mais fácil do que para a primeira.
Tava pesquisando sobre os resultados práticos da CPI-nossa-de-cada-dia desde quando o blog começou. Até que no final do mês passado a Folha de S. Paulo publicou um balanço do que considerou as cindo mais importantes CPIs dos últimos 15 anos - PC Farias, Orçamento, Títulos Públicos, Narcotráfico e Banestado.
A conclusão básica foi a de que as CPIs causaram - e causam - muito estardalhaço, oba-oba e os resultados judiciais (diga-se, práticos) perdem espaço para fins estritamente políticos.
Um exemplo claro e bem atual desse uso político é o ACM Neto, que de ilustre conhecido das rodas bahianas virou, em nível nacional, um dos “símbolos” de político atuante.
É ACM pra presidente!
