Assim falou Marilena: não houve erro November 16, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , 2 commentsEssa semana eu comprei a Caros Amigos pela primeira vez. Das outras vezes em que li a revista foi quando “peguei emprestado” no centro acadêmico do curso. E olha que isso já faz tempo. Logo, logo eu devolvo.
Achei que o gasto seria um investimento depois que vi a matéria de capa: uma entrevista com a filósofa Marilena Chauí em que ela diz “A crise é um produto da mídia”. Não fiz um trabalho de semiótica que deixei pra fazer na última hora especialmente para ler as sete longas páginas da entrevista.
Realmente, é preciso sutileza filosófica para tecer uma defesa para o PT como Marilena fez como também é necessária uma visão maniqueísta para dizer que crise política não existe. Ela foi inventada pela mídia.
Na visão da professora, não houve corrupção como a que se noticia na imprensa e, portanto, não há como se falar em crise. O que temos aí é “uma invenção midiática, sob a vigência dos partidos de oposição na tentativa de um golpe branco”. E tudo isso, em um nível que supera o da famosa manipulação da opinião pública e que parece tirar da ficção a história elaborada pelo livro 1984.
Dormi imaginando de que maneira eu agradeceria à Marilena pelo seu pensamento caso eu pudesse encontrá-la. Depois de ler a entrevista tive a impressão de que recebia um convite para sair da cômoda escuridão da caverna e vislumbrar o mundo real. É uma pena que para estragar a magia do convite, o meu nome não seja Sofia, o dela não seja Alberto e a mídia não seja um onipotente articulador de histórias.
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A fala de Chauí que compõe o título deste post faz parte da resposta à seguinte pergunta
Mas, se já havia uma concepção de política dominante no PT, deslocada das bases, pra ganhar eleição etc., se pelas regras atuais seria impossível fazer eleição sem caixa dois, então onde se errou?
Mas não errou, é isso que estou dizendo. Não houve erro. É por isso que nenhum deles diz, e nem pode dizer que errou. Porque é uma concepção da ação política.
mudança: eterno coringa? November 15, 2005
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Outro dia assisti uma entrevista em que se falou que as promessas das próximas eleições serão mais objetivas (pragmáticas) do que movidas por uma missão ética. Os eleitores não estariam mais dispostos a ouvir o recorrente discurso da mudança diante da acentuada queda na credibilidade que os políticos sofreram neste ano. Santo ou pagão, que cada candidato mostre a que veio.
Fiquei esperando uma chance em que eu pudesse verificar a validade dessa teoria. A primeira oportunidade veio na semana passada. O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, foi à televisão para dizer que no ano que vem não formará base de apoio para nenhum governo e que lançará candidato próprio (leia-se o destemido Antony Garotinho) e “mudaremos o país”.
Ou eu preciso de mais exemplos antes de jogar fora essa teoria ou reivindicar uma tarefa messiânica continua sendo um bom coringa.
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ver também quem precisa de salvador da pátria? de 30/10
Não estranhe se vez ou outra eu lincar essa postagem. Junto dela há também um comentário que complementa muito bem o que disse lá e aqui.
Foto: google imagens
As tranças (ops!)… as tramas do careca November 13, 2005
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E, sequenenciando a trilogia “Qualquer semelhança com a ficção é mera coincidência”, temos a figura do ‘publicitário’ Marcos Valério, que segundo últimas notícias está envolvido até o último fio de cabelo (desculpe) nas tramóias que agora se revelaram também com o BB. Tudo indica que o ex-diretor de Marketing do banco, Henrique Pizzolato, fez pagamentos à agência DNA, que tem como um dos sócios o carequinha nada simpático, cujo valor ultrapassa 73 milhões de reais - uma mixaria, convenhamos - e dessa quantia 10 milhões foram desviados e repassados por Valério ao caixa dois do PT. Tem que diga que é mentira, intriga da oposição, aquela conversinha pra boi dormir.
É nessas horas que eu penso: pobrezinha da sua mulher! A coitada fica cuidando da casa enquanto não faz idéia do que o marido anda aprontando fora dela. E tome chororô.
E tome secretária revelando (ui!) bem mais do que deveria.
Quem será nossa próxima vítima/protagonista? Não perca o terceiro e último (snif) episódio desta saga…
A volta dos que não foram November 12, 2005
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De quem será que estou falando? Pode ser que alguém diga que esse assunto é velho, mas e daí? Garanto que o trocadilho com aquelas piadinhas de nomes de filme é novo…
O que importa é que o ex-ministro e ainda (ufa!) deputado José Dirceu fugiu da forca, numa manobra política espetacular, mas sem direito a replay. A safra é mesmo de pizzas, e pra quem ainda não tomou conhecimento - algo difícil com a enxurrada de notinhas do JN - uma CPI foi adiada até… abril de 2006! Pertinho do meu aniversário, que presentão.
Zé Dirceu ainda tem chances de ir para o limbo? Será que ele vai e não volta? Eu quero saber mais do que poderia? SIM! Tomara que esta tenha sido a resposta certeira para todas as questões anteriores.
O jornalismo no FOCO November 11, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : jornalismo, ufes , add a commentNossa turma de jornalismo online também fez a cobertura do 3º Fórum de Comunicação que tivemos aqui na Ufes. Eu e Gabriely ficamos de fazer o balanço da semana. Depois de ler alguma coisa que rascunhei ontem à noite, percebi que puxei sardinha para o lado do jornalismo. Espero que quando a gente juntar nossas idéias, o nosso balanço oficial fique mais objetivo. Segue o meu rascunho:
Comunicação em processo. Fortalecimento da publicidade e crise na identidade do jornalismo. A idéia de processo nunca fez tanto sentido e teve tanto vigor como agora, época em que as mudanças ocorrem mais rápido do que se pode apreender e também da telerrealidade.
