cadê os outros cassáveis?!!! November 30, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : política , 3 commentsSaí de casa um pouco mais tarde. Deu tempo pra ver que o Bomdia Brasil noticiava que hoje será votada a cassação do mandato de José Dirceu, “o ex-todo poderoso ministro do governo Lula”. O tom do telejornal foi de que finalmente se fará justiça em meio a tanta denúncia de corrupção.
Acontece que Dirceu não é o único deputado que pode ter o mandato cassado. Há uma lista com 18 nomes - na verdade são 17. Roberto Jefferson já foi cassado. Fui em alguns sites e tentei garimpar alguns blogs. Não encontrei uma única notícia sobre a atual situação desses anônimos. No portal da câmara e do senado também não achei nada - justamente onde deveria ser fácil uma consulta como essa.
Diante disso, mesmo não morrendo de amores pelo PT, penso que devo concordar com Delcídio Amaral, presidente da CPI dos Correios: no fim de semana ele teria dito que a crise política está deixando de ser investigada como se deveria para ser uma briga pessoal entre os parlamentares. Uma queda de braço entre os poderes. Leia-se nisso: danem-se os peões. É questão de honra derrubar a dama do tabuleiro.
Mais infomações sobre o dia de Dirceu pode ser acessado aqui.
As ministras e as eleições 2006 November 29, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , 1 comment so farHá pouco tempo a Alemanha foi notícia quando pela primeira vez em sua história o país elegeu uma mulher para ocupar o cargo de primeiro-ministro. Ontem foi a vez da Argentina tomar conta do noticiário quando Felisa Miceli passou a chefiar o Ministério da Economia. É a primeira vez no país que uma mulher ocupa este cargo.
Fiquei pensando o que do Brasil poderia ser notícia lá fora nessa mesma linha de inetismo. Lembrei que o país ainda não teve uma mulher na presidência. Quem chegou mais perto disso foi Rita Camata sendo vice na chapa de José Serra na campanha de 2002.
Para as eleições do ano vem Heloisa Helena é a mais cotada para o cargo. Isso em uma rápida pesquisa em comunidades do orkut. Mas fica a questão já levantada por aqui: merece ser presidente alguém que carrega uma aura simbólica ou alguém que tem um projeto de governo bem fundamentado? E isso, independente do gênero da pessoa.
Dia do Ctrl+C Ctrl+V November 27, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , add a commentO título já diz tudo, né… Foi uma postagem retirada do site Nova E.
Tudo na base do copyleft, viu?
Mutley, faça alguma coisa
(Por Elenara Iabel Cariboni)
A política tem hoje tanta serventia como a carruagem da rainha da Inglaterra e a escrivaninha de trabalho do presidente Lula: ajudam a ornamentar fotografias oficiais. Mas, as aparências precisam ser mantidas, os palácios precisam estar funcionando, a criadagem precisa estar em atividade para dar impressão de movimento; os parlamentares precisam comparecer nas câmaras, assembléias, congressos legislativos para dar nomes às praças, instituir o dia do canguru perneta, dar medalhas a apresentadores de televisão; os tribunais precisam estar abertos, as togas precisam distribuir justiça para o lado mais forte. Hoje em dia, tanto faz votar em um candidato ou no seu oposto para a presidência da República, o vencedor seguirá sempre as mesmas regras que beneficiem o mercado.E, ainda que a história nos mostre que a humanidade, sob o comando de algumas centenas de ególatras, tem sido forçada - ou induzida - a escolher o caminho oposto ao da conciliação e da consensualidade, estou certa de que não podemos aceitar tais fatos como se eles fossem a prova irrefutável de que a natureza humana jamais mudará e de que jamais poderemos implantar sobre a Terra um sistema de relações políticas no qual a pluralidade, o respeito mútuo e a solidariedade sejam as principais regras.Tu lembra do Mutley? Aquele cachorro co-piloto de Dick Vigarista da Corrida Maluca, que só pensava em medalha? Toda hora, a cada feito só sabia dizer com uma voz rouca: “medalha, medalha, medalha”. A Corrida Maluca foi talvez um dos desenhos mais superpopulosos da época, mais de vinte competidores - entre homens, uma mulher, bichos e alguns seres esquisitos - espalhados em onze carros, que corriam por várias trilhas, estradas, caminhos. Alguns personagens eram mais populares, faziam mais sucesso que os outros. Ao lembrar do desenho, qual deles é inesquecível? Penélope Charmosa? Dick Vigarista? Quadrilha da Morte? hehehehe…Mutley, é certo! Um cachorro com a risada mais difícil de ser imitada dos desenhos. O enredo do desenho era sempre o mesmo: quem chega primeiro à linha de chegada. Praticamente não havia regra nenhuma, um carro comum podia correr ao lado de um avião, Dick Vigarista sempre livre para fazer o que bem entendesse para atrapalhar os adversários. Metade do desenho consistia nas falcatruas de Dick: a elaboração do plano macabro e o respectivo se deu mal, preguinhos, óleo e engenhocas destruidoras e a derrota, líquida e certa. Sempre à frente, ele sempre se adiantava dos demais… era só continuar à frente e ganhar a corrida. Mas, não! Ele queria trapacear e nunca se dava bem no final. Todos passavam e ele ficava perdendo tempo com seu plano infalível, acabava em último. E, além de não ter vencido sequer uma corrida em vários episódios, ele ainda tinha que aturar a risadinha sarcástica de seu cão-cúmplice. Alias, falando do Mutley, tinha sempre um quadro em que o Mutley estava sonhando e o Dick Vigarista tentava acordá-lo: “Mutley, voce nao é Bungadin, nem um rei que foi coroado…”. Terminava com o Mutley rindo. Era o maximo! A semelhança da personalidade do Mutley com algumas pessoas não é coincidência. Afinal, “Mutleys” são mais comuns do que se imagina. Existem duas formas de encarar uma trilha. A primeira é seguir os caminhos marcados, como ovelhas obedientes. A segunda envolve mais ousadia, característica que diferencia os homens dos roedores sujos e lamacentos que habitam o subsolo das metrópoles.Embora seja claro que a liberdade pessoal é uma ilusão, o conceito de liberdade pessoal tem grande significado em nossa cultura, sendo ninguém que se resume à estruturas, constituindo antes um indivíduo inconfundível e singular sem, no entanto, poder subtrair-se às estruturas. Ao contrário da liberdade, igualdade é sempre uma dimensão social, não individual, e ocorre sempre dentro de um grupo social, ou entre grupos sociais, e não entre indivíduos isoladamente considerados. Trata-se de compreender o problema das diferenças em planos diversos: na dimensão social-estrutural que diz respeito à diferenças entre disparidades econômicas, racismo, antisemitismo, sexismo… O homem, sozinho, não representa a humanidade e a mulher, antes de ser um sexo, é um indivíduo, por exemplo.Não há dúvida de que o reconhecimento pela realização de um trabalho seja importante. No entanto, dependendo do tamanho da importância que se dá a essa necessidade de reconhecimento, pode-se acabar sofrendo em função disso. Essa necessidade de reconhecimento jamais pode ser maior ou mais importante do que a realização do trabalho em si. Não posso permitir que a vaidade administre o ego, que costuma ser carente. Precisaria monitorar o nível dessa carência. Caso contrário, passaria a agir como um Mutley, sempre querendo medalhas por cada milímetro de sucesso de cada ação. Ah, deu certo! funcionou! Que bacana… Será que devo cobrar que a sua opinião seja a minha e que seja adotada? É bem diferente… exercício diário: manter o espírito crítico alerta e ao mesmo tempo discreto, principalmente quando tenho que avaliar meu próprio esforço e trabalho. Eis a questão. Considerando que o que se espera é, no mínimo, um trabalho muito bem realizado, é prudente reconhecer que o silêncio por parte das pessoas, em muitas situações, constitui-se em uma forma de aprovação do que foi feito. Quando se analisa o comportamento do Mutley, percebe-se que seu erro não está, necessariamente, em querer a medalha. Seu erro está no fato de tornar a insistente conquista da medalha muito mais importante do que o próprio feito. Com o tempo se passa a fazer isso sem perceber e o dia a dia passa a ser uma busca incessante por “medalhas” e reconhecimentos. Sem dúvida, uma postura perigosa em qualquer ambiente e em qualquer situação. O sofrimento costuma ser do tamanho da expectativa.”Já somos o esquecimento que seremos, a poeira elementar que nos ignora, que não foi Adão e que é agora todos os homens. Somos apenas duas datas: a do princípio e a do término. Não sou o insensato que se aferra ao mágico som de seu próprio nome. Penso com esperança naquele homem que não saberá o que fui sobre a terra. Abaixo do indiferente azul do céu, esta meditação é um consolo.” (Esquecimento - Jorge Luis Borges)Mutley, faça alguma coisa!
Trocando a ética pelo bolso November 26, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : Uncategorized , 2 comments
Um projeto de lei que permite a prática do aborto no Brasil pode ser votado ainda este mês na Congresso. A iniciativa partiu da deputada (e médica) Jandira Feghali que nos últimos dias vêm conversando com seus colegas a respeito, já que observou que os debates estão alternando entre questões religiosas e científicas. A polêmica já invadiu os corredores do Congresso e foi até feita uma audiência pública no último dia 22, que reuniu médicos, cientistas e personalidades.
Um dos argumentos utilizados para a aprovação da lei é que 25% das mortes maternas são causadas por abortos ilegais, causando um déficit orçamentário de mais de 30 milhões ao SUS, por ano. A tendência, então, é que se esqueça as questões éticas para se discutir o bolso.
Para acentuar a discussão procurei dois blogs: um que é favorável e outro contra esta prática.
Não quero me pronunciar sobre o assunto agora, mas quando eu souber o resultado da votação, vocês saberão a minha opinião. Porém, uma coisa é certa: a legislação que vigora até hoje sobre o tema (de 1940) está bastante obsoleta (por motivos óbvios, né?) uma vez que definia a prisão por três anos da mulher “desalmada”. Está mesmo na hora de se decidir algo útil em meio a tantas MPs que não levam a parte nenhuma.
politica: Blogsunidos November 25, 2005
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Me recomendaram um endereço que reúne blogs políticos feitos no país. É possível acessar páginas de jornalistas, de “amadores” engajados e também de alguns políticos.
Têm blogs que incrementam bastante e entre os acessórios é possível encontrar aquele que usa fundo musical ou um estalar de dedos a cada intervalo de tempo.
A indicação foi de Edson Corrêa.
Foto: googleimagens



