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repercutindo o plebiscito October 24, 2005

Posted by Ezequiel Vieira in : catarse, política, votações , 1 comment so far

Alguns disseram que o plebiscito de domingo fez com que amigos e familiares que sempre tiveram a mesma linha de pensamento passaram a divergir em suas opiniões. Pelo menos em casa, não tive esse problema. O máximo de ovelha negra que consegui ser foi votar NULO, enquanto os demais lá de casa votaram em NÃO.

A divergência maior que tive foi com um de meus autores de cabeceira: Luis Veríssimo. Em sua coluna (16/10), ele falou que era pártidário do SIM, fez uma abordagem geral das duas posições e disse para o leitor “escolher a sua racionalização”. Mas no final disse que prefere “a hipótese do desarmamneto geral, que dá mais recursos à autoridade pegar o criminoso antes do crime, à banditização de todo o mundo”.

Talvez ele devesse substituir o termo recursos por probabilidade que uma dada autoridade possa ter para pegar algum criminoso, o que não significa também que vai continuar preso. Penso que não é a pessoa comum quem dará recursos para prender alguém (ela já faz isso pagando uma pesada carga tributária e, mesmo assim, se vê obrigada a pagar por um serviço que deveria está ao alcance coletivo) enquanto se faz um investimento em nossas polícias de um simbólico R$ 100 milhões e nos damos ao luxo de queimar 5 vezes esse valor para ouvir nas urnas o que considero óbvio: a questão da segurança pública no país não se resolve pelo proibição do comércio de armas. Não tenho a receita para vencer a criminalidade, mas penso enfaticamente que passamos por um plebiscito des - ne - ces-sá-rio. A idéia do debate é sempre boa, mas não vejo da mesma forma o assunto e a maneira como ele foi colocado em discussão.

Para mim, o cúmulo da discordânia foi quando Veríssimo sugeriu (23/10), diante da vantagem de 10% do NÃO sobre o SIM e da confusa pergunta do plebiscito, que se fizesse um questionamento como o do tipo:

Se você fosse a mãe de um rapaz morto com um tiro numa briga de torcidas, preferiria que fosse mais difícil alguém ter acesso a armas como a que matou seu filho ou que seu filho também tivesse acesso a uma arma para poder se defender?

Qual seria a sua resposta, caro internauta?

As juventudes partidárias: Politização ou alienação? October 22, 2005

Posted by Ezequiel Vieira in : política, política/ES , 2 comments

Dizer que o jovem tem um grande potencial político e que ele está meio adormecido em relação ao que acinteceu durante a Ditadura Militar, com toda a movimentação estudantil/universitária já virou mais do que um clichê. E, presumo que dizer que tudo isso virou clichê também é um clichê. Será que é assim que nós queremos identificar a participação dos jovens na política do país: como um singelo e simples clichê?

Mas é desse jeito que alguns partidos (se não todos) estão tratando essa parcela da população brasileira. O PP (Partido Progressista), por exemplo, faz uma campanha maciça de mobilização utilizando frases de efeito, diálogos mecanizados e sorrisos forçados em comerciais destisnados a este público. Na página do partido do Dr. Nilton Baiano a gente também percebe isso. Se quiser conferir clique aqui.

O PSB (Partido Socialista Brasileiro), ou o JSB (Juventude Socialista Brasileira) utiliza a mesma politicagem. Esta semana recebi no portão da Universidade um panfleto que exaltava o potencial do jovem, chagando a transcrever uma estrofe muito bonitinha da música “Coração de Estudante”. Estava assim: Há que se cuidar do broto para que a vida dê mais flor e fruto. No transcorrer do discurso eu encontrei um trecho MARAVILHOSO que me sito na obrigação de repassar aqui pra vocês, com grifo, tipologia diferenciada do autor e tudo.

“Sendo assim, acreditamos que é urgente o desenvolvimento de uma política pública de Estado eficaz, que promova a inclusão, a integração dos jovens para uma resolução dos problemas sociais, procurando entender as inquietações, ansiedades e necessidades da juventude. Só assim, estaremos construindo de fato um país de futuro com “flor e fruto”.

É verdade, devemos mesmo vegetais…

ps: o que está escrito nos sites dos partidos citados não corresponde mesmo à opinião desta blogueira, não neste nível tão explícito (e até obsceno) de demagogia.

Divagando pelo referendo que é plebiscito… October 21, 2005

Posted by Ezequiel Vieira in : artigos, catarse, política, votações , 1 comment so far

Caro internauta, sou aprendiz de blogueiro e na aula de jornalismo digital a gente viu que não é recomendável fazer postagens longas, porque a linguagem de blog não é essa. Concordo que muitas vezes pode ser cansativo, mas devido à importância que o tema resolvi usar a brecha do não é recomendável (então quer dizer que pode). Postagens longas não serão regra por aqui, mas em alguns casos serão usadas.

Esteja à vontade para concordar ou não com aquilo que a gente fizer aqui, deixar sua avaliação ou “toque” sobre o blog. Lembrando que mesmo para quem já é formado ajuda muito ter um retorno de quem “ler a gente”. Afinal, não somos uma obra acabada e, como diria alguns professores: o importante é o processo.

***

Essa semana me fez lembrar o ano em fiz vestibular e acabei “atualizando” esse distante 2003. No inicio do 3º ano eu pensava em fazer algum curso na área de humanas, daí até julho decidi que faria alguma coisa em exatas, até um zero no simulado me convencer a mudar de idéia. Decidi que faria jornalismo no dia da inscrição pro vestibular, quando usei uma das técnicas aprendidas e fiz a escolha por processo de eliminação.

Como o professor Rogério (quase unanimidade entre os alunos) sempre alertava sobre o peso que a prova de redação tem, comecei a escrever o quanto pude (tinha que compensar na redação o tempo que perdi em divagações numéricas) sobre os temas mais cotados. Um desses temas sobre o qual escrevi tem relação direta com o referendo que votaremos no domingo: o Estatuto do Desarmamento.

Lembro da coerência com que um colunista do JB argumentou que o recém-aprovado Estatuto não traria a segurança pretendida com sua criação. O colunista dizia que não adianta aprovar uma rígida legislação se o país não tem estrutura para aplicá-la. E, pessoalmente, penso que é pedir pra ser envergonhado e desacreditado ainda mais.

Os mais experientes do que eu falam que há 10 anos, uma lei do deputado Miro Teixeira (o deputado é do PT do Rio e não consegui achar essa lei) transformou o porte de arma um crime e se instalou a esperança de uma “paz concreta na época”. Mas nada mudou. E uma prova disso é o referendo do dia 23. Pode até ser que haja alguma coisa que se resolva dessa maneira… mas uma questão tão fundamental quanto segurança publica não se resolve pela simples atualização no rigor das leis. Penso que o igualmente “simples” cumprimento da legislação existente já seria de bom tamanho. Problemas de ordem administrativa não se resolve pela atualização de uma legislação que não é aplicada.

Sou do pensamento de que nosso problema fundamental é a falta de estrutura das policias. Mas no lugar de haver um investimento, o que se vê é que enquanto se destinou R$ 109 milhões para se investir na policia neste ano, se queimou cerca de R$ 564 milhões para realizar o referendo. Erro de cálculo simples, mas que parece ser de difícil aplicação.

Então, antes de mais nada, sou contra esse Estatuto incoerente, que já está em vigor desde 2003 e não é ele que está em discussão.O artigo 4º, por exemplo – que não será revogado – permite o comércio legal de armas (é bem verdade que há uma série de restrições pra isso), mas a votação de domingo abre possibilidade de que esse comércio seja proibido. Nota-se que não foi retirado o direito de alguém de comprar uma arma, porém pode ser retirado os locais de venda. Ou seja, qual vai ser a opção do cidadão que teria o direito assegurado: ou o tráfico de armas ou a importação. Se tráfico é crime, importação também é comércio. Eta mundo confuso!

Durante um debate no programa dois A um (SBT), um representante da frente do NÃO apresentou um dado que não foi contestado pelo SIM: “87% das armas envolvidas em crimes de segurança pública são ilegais e não há dados precisos que digam que essas armas são legais. Até admitimos que elas podem ser brasileiras, mas todos nós sabemos que essas armas vão para o Paraguai e do Paraguai voltam pelas fronteiras e pelos portos de nosso país que o governo não policia”. O ex-secretário de segurança pública, Luiz Eduardo Soares, cita a Inglaterra como exemplo de quem proibiu o comércio de armas e obteve êxito, porém isso não bate com a informação - presente ao longo da semana passada no Jornal da Band e repetida no Canal Livre - de que, longe disso, o número de crimes duplicou.

Enquanto isso… aqui no Brasil, o Rio Grande do Sul é o estado onde tem a maior quantidade de civis armados do país, mas apresenta a menor taxa de homicídios por armas de fogo. Por que não se faz um estudo que busque entender o caso gaúcho?

Enfim (?), resta ver e analisar qual é a prioridade do governo brasileiro (não importa necessariamente quem esteja lá agora) e como ela é implantada realmente. Nas escolas o que se vê são professores mal remunerados, alunos sujeitos à violência, às drogas - para ficar nesses exemplos. A aprovação ou não de uma lei influenciará essa situação?

***

Ainda não tô inteiramente definido pelo 1 (NÃO) ou pelo 2 (SIM), mas tenho grande simpatia pelos números 8 e 11.

Ah sim! A gente votará um plebiscito depois de amanhã porque esse é o nome do procedimento quando o povo é chamado para aprovar ou não uma lei criada que ainda não está valendo. Seria referendo se o comércio de armas já estivesse proibido e a gente fosse votar a continuação ou não dessa lei.

Jejum de TV emagrece? October 20, 2005

Posted by Ezequiel Vieira in : catarse, ufes , 2 comments



Estou vivendo um jejum de televisão, não sei se isso é bom, afinal estou me desintoxicando dessas porcarias que insistem em passar nos meus horários mais acessíveis, ou se é extremamente ruim, porque eu não tenho como assistir os telejornais e ficar botando defeito nas reportagens pra postar pra vocês de volta. Ou seja, serei escrava do agenda setting pelo resto da minha vida (bate na madeira três vezes!).
Os pontos positivos:
*não precisar assistir “O carro desgovernado” pela quinta vez em um mês só;
*não saber mais o quê acontece com quem em Malhação;
*ter mais tempo para fazer atividades intelectualmente mais proveitosas, como ler as apostilas das sete disciplinas que estou fazendo neste período (mas quem disse que eu consigo ler?)
*estar em contemplação comigo mesma em um processo de autodescoberta que me leverá à descoberta do sentido da vida (eu, heim?)

Chega! Não aguento mais ficar sem TV, mas eu estou na Ufes agora… acho que vou correndo pra cantina do CCJE.

não é nenhuma mãe Diná, mas… October 19, 2005

Posted by Ezequiel Vieira in : política , 2 comments


Quando a gente estava no auge da crise política, o Casseta e Planeta (Rede Globo) criou o quadro “piadas de mensalão”- que por sinal, a turma do Bussunda já tirou do ar há mais de um mês. O quadro “previa” que o resultado da crise seria ou pizza ou se tornaria motivo de piada.

E a piada se fez… (ou pelo menos conta com um colaborador declarado) saiu ontem nos jornais o que o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, teria dito em sua festa de aniversário (domingo): “as denúncias (do escandâlo do mensalão) serão esclarecidas e acabarão virando piada de salão.”

Quanto à pizza, aguarde os próximos capítulos. Mas você já viu os protagonistas de uma novela se “ferrarem” no final?

É de presunto ou de muzzarela?