comércio de armas: como senador e deputados se posicionaram October 25, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : política, política/ES, votações , trackbackA uma semana do plebiscito, mandei um email para o prefeito de Vitória João Coser (PT), o governador Paulo Hartung (PMDB) e para os representantes capixabas no senado, na câmara federal e os deputados da Assembléia. No email havia a mesma pergunta da votação de domingo.
Do total de 45 emails obtive resposta de 3 deputados federais e um senador: Ireny Lopes (PT), Renato Casagrande (PSB), Nilton Baiano (PP) e Magno Malta (PL). Com exceção de Magno Malta que se posicionou pelo SIM e mandou um longo discurso que fez no senado nos dias 19 e 20 deste mês, segue o Ctrl V da resposta de cada um deles:
resposta de Nilton Baiano
Meu posicionamento sobre comércio de armas, encontra-se disponível no meu site: www.niltonbaiano.com.br.
Pois bem, acessei o link e a única coisa que encontrei foi uma figura falando que ele votava SIM porque é pela vida. Típico argumento emocional de quem começou liderando as pesquisas para a prefeitura de Vitória em 2004 e por falta do que dizer acabou ficando em 3º lugar. Pedi que me mandasse um link específico e fiquei a ver navios até agora.
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resposta de Renato Casagrande:
Sim, o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no país. É um pequeno passo que precisa ser dado no amplo trabalho contra a violência e pela luta de uma sociedade mais justa, solidária e igualitária.
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resposta de Iriny Lopes:
O novo estatuto do desarmamento é um instrumento muito importante para a formulação de política de segurança pública. Eu diria que foi uma das melhores leis aprovadas nesta legislatura. Temos que ser persistentes, obstinados até, em sua aplicação que colheremos bons resultados. A proibição do comércio de armas e munições é apenas uma peça desta engrenagem. Diminuindo o número de armas em posse de civis, diminuirá as chances de delinqüentes terem acesso a elas, quer seja pelo furto ou pelo comércio ilegal. Aposto também no efeito psicológico: ao se deparar com a impossibilidade de se armar, as pessoas se interessarão mais pelas políticas de segurança pública. O prefeito, governador e políticos que não priorizarem o tema, estarão na contra-mão. O tráfico de armas terá que ser banido, pois será a única alternativa do delinqüente se armar. Ao aprovar o SIM, o recado estará dado: ” nós esperamos que os governos resolvam o assunto; nós acreditamos que isto é possível. Governadores, vamos pagar melhores salários para motivar os policiais e combater a corrupção em seu meio. Vamos equipar melhor a polícia e aumentar seus efetivos. Vamos investir em treinamento, informação e inteligência. Polícia Federal, vamos desenvolver ações integradas; vigiar melhor as fronteiras; desarticular o contrabando. Senhores prefeitos, vamos melhorar as condições de iluminação pública e investir em esporte e educação.
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Apesar do meu voto ter sido NULO (não havia argumentos que me levassem a votar no SIM e havia poucas possibilidades de votar NÃO), considero que essa foi a melhor resposta que recebi. Quanto aos outros que não responderam, já não esperava retorno. Uma matéria publicada na A Gazeta no final de agosto mostrou que menos de 10 parlamentares responderam ao email de uma jornalista (ela não se identificou enquanto tal) que queria saber de cada um deles qual era a proposta para uma área em particular. Depois teve explicações de todo o tipo.
Também, não dá pra ficar sempre alerta, não é? Da próxima vez no lugar de blogueiro vou me identificar como o novo repórter especial da Gazeta.














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