e se o jornalismo parasse October 6, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in : comunicação, jornalismo, ufes , trackbackQuando em julho tivemos uma greve de ônibus em Vitória, pensei em como seria o nosso cotidiano se a imprensa entrasse em greve.
Em um primeiro momento, só tentei imaginar essa greve quanto à mídia impressa e só quando alguns professores responderam a minha pergunta, é que fui me dar conta realmente da quantidade de importância que o jornal impresso perdeu diante da mídia eletrônica.
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Creio que se só os jornais impressos parassem, não haveria um grande transtorno, pois a sociedade está encontrando outros meios de se informar. As tiragens dos impressos tem caído cinco por cento ao ano, e nem por isso a sociedade se abala isso porque têm o rádio, a Tv e a internet. No recente crack da Argentina, os jornais quase pararam de vender, mas a audiência do rádio explodiu. O problema é se tivéssemos uma greve dos jornalistas de todos os meios, ou seja, se a sociedade passasse alguns dias sem o jornalismo. Provavelmente viveríamos uma sensação de grande insegurança, a boataria seria incontrolável, e as instituições ficariam ameaçadas. Mas se a greve se prolongasse surgiriam novas formas de informação, quer a partir de empreendedores oportunistas, quer através dos movimentos sociais e das próprias instituições (as habituais fontes jornalísticas), que desenvolveriam formas de se comunicar diretamente com a população. E aí, o jornalismo é que teria que provar a sua necessidade e reencontrar o seu espaço, provavelmente exercendo o seu papel com mais qualidade do que tem feito hoje.
Eduardo Meditsch, doutor em comunicação pela Universidade Nova de Lisboa
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Trata-se de um assunto um tanto complexo, mas vamos lá: como já sentenciou o prof. José Marques de Melo, a comunicação é a base da vida em sociedade. Na atualidade, essa afirmação tem ainda mais sentido: a “informação” é a principal “moeda” de todos os sistemas sociais. Imagina, por exemplo, que a Embraer feche um contrado de x milhões de dólares e isso não é comunicado ao mercado? O que aconteceria com as bolsas, que são movimentadas por informações e especulações? Um caos total! Decisões políticas importantes, que igualmente não fossem comunicadas? Isso eclodiria uma reação em cadeia, causando sérios prejuízos em âmbito internacional (já que estamos ligados à imensa corrente da chamada globalização).Não. Não podemos viver sem informação, sem o trabalho do jornalismo diário… hoje. Digo mais, sem o jornalismo online, em tempo real. A sociedade caminha juntamente com os avanços na área da comunicação e os sistemas de comunicação se desenvolvem de acordo com as demandas da sociedade. Ambas fazem parte de uma mesma engrenagem: se uma parar, a outra fatalmente deixa de existir.
Leticia da Costa, doutoranda em comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo *****
Alguns não quiseram responder e falaram que abordar uma situação como essa é um vazio exercício de futurologia. Então resolvi publicar os comentários que recebi quando li esse texto no comunique-se, mas não havia maiores desdobramentos:Uma greve de 48 horas decidida pelo sindicato de jornalistas italianos (FNSI), em defesa dos salários e da convenção da profissão, deixou ontem a Itália praticamente sem jornais. Os jornalistas que trabalham para os jornais começaram a greve na sexta-feira(30/09), impedindo a impressão das edições de sábado e domingo.A greve também afetou as agências de notícia queinterromperam as transmissões na sexta-feira às 7h (2h no horário de Brasília) e só retornaram domingo à 7h. Os jornalistas das rádios e das redes de TV italianas, locais ou nacionais, farão greve de 48 horas a partir da próxima sexta-feira (07/10).

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de sua “editora”
he he he
malini